Novembro Azul: Laboratório realiza exame para o diagnóstico do câncer de próstata

Rede de laboratórios realiza exames de ressonância magnética multiparamétrica no Brasil desde 1990

Em 19/11 de 2019

Ana Paula Fonseca | Danthi Comunicações

O Novembro Azul é um movimento mundial designado para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. O mês é marcado por diversas iniciativas e popularizou a luta contra a doença. Em 1990 o CURA iniciou de forma pioneira a realização dos exames de diagnósticos para prevenção e tratamento do câncer de próstata. Até hoje, já foram avaliados e monitorados cerca de cinco mil pacientes com suspeita de câncer de próstata.

O diagnóstico da doença feito por meio de imagem só teve início por volta da década de 80, quando a utilização do ultrassom transretal foi desenvolvido. Na ocasião, o método permitiu uma visualização anatômica da próstata de forma diferenciada e a ultrassonografia foi reconhecida para constatar o câncer, permitindo assim a possibilidade de realização de biópsias. Foi o início de uma nova era, pois o procedimento se tornou como padrão de diagnóstico. Houve também a disseminação do teste sanguíneo para a detecção deste tipo de câncer – o PSA (antígeno prostático específico). A elevação do PSA foi o marcador sanguíneo utilizado para integrar o tripé de ferramentas diagnósticas para a detecção da doença.

O toque retal, dosagem de PSA e Ultrassom Transretal – se constituíram nas ferramentas de diagnósticas que permitiram detecção precoce na população. A Utilização desta combinação de exames permitiu ampliação do número de cânceres de próstata detectados, mas também demonstrou um grande número de falsos positivos, ou seja, pacientes que tinham os exames alterados e não tinha câncer de próstata confirmados.

De acordo com o Jacob Szejnfeld, fundador e membro do Conselho de Administração do CURA Imagem e Diagnóstico, no início a realização de biópsias eram solicitadas somente para as partes suspeitas e nem todos os cânceres eram detectados. “A ampliação do número de fragmentos obtidos se demonstrou possível sem provocar aumento significativo das complicações relacionadas a biópsia prostática.

Anteriormente, o diagnóstico era difícil de ser feito, pois nem todos os cânceres eram detectados. A outra dificuldade era o aumento de biópsias negativas, indicadas somente por estes métodos. Até então a utilização da ressonância magnética para próstata não apresentava informações significantes que pudessem complementar o incrementar o diagnóstico de câncer prostático”, afirma.

Segundo o especialista, a ressonância magnética foi inicialmente usada a partir dos anos 80 para a avaliação da próstata. Desde 2007 o reconhecimento da ressonância magnética no diagnóstico do câncer de próstata foi crescente, aumentando a confiança na sua utilização. Ele explica que para aprimorar este tipo de análise foram desenvolvidos equipamentos como Ultra alto campo magnético, ou seja, campo magnético de 3 Tesla. O CURA foi o primeiro a utilizar a ressonância 3Tesla no país para diagnóstico de câncer de próstata, seguindo pioneiro na sua experiência no diagnóstico do câncer de próstata adquirida com o uso diagnóstico ultrassom transretal (USTR) e com e realização desde biópsias prostáticas dirigidas por ultrassom desde 1990.

A suspeição de risco de câncer, diagnosticada através da ressonância magnética de próstata, permite selecionar e monitorar homens que não tem riscos significativos, identificar lesões que necessitam de biópsia para confirmação e avaliação de tumores. Esta análise feita por meio da ressonância magnética com as biópsias prostáticas é fundamental na orientação da conduta terapêutica. A realização da RMMP tem sido fundamental para reduzir o número do procedimento. “Os pacientes com câncer de baixo grau podem ser considerados para um tratamento conservador ou mantidos apenas em observação. Já os pacientes detectados com tumores mais em agressivos necessitam da terapia cirúrgica convencional”, acrescenta Jacob Szejnfeld.

Ele afirma que a Ressonância magnética veio complementar de forma satisfatória e eficaz as limitações observadas quando o diagnóstico somente era realizado pela pelo toque retal (TR) , dosagem de Antígeno prostático específico (PSA), e ultrassom (US) eram realizados para a detecção do câncer de próstata.

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