Centro de estudos costeiros vai transformar Maraú em referência na pesquisa de pesca e aquicultura

Por: Josalto Alves – DRT-BA 931 Governo entrega as primeiras 60 embarcações do Projeto Renovar (Maraú – BA) – “Teremos em Maraú projetos modelos de aquicultura e pesca, a exemplo de fazenda de algas para fazer sabonete, de produção de ostras e tanques rede, entre muitas outras atividades que servirão de exemplo para toda a […]

Em 11/10 de 2013

Por: Josalto Alves – DRT-BA 931

Governo entrega as primeiras 60 embarcações do Projeto Renovar

teste_interno(Maraú – BA) – “Teremos em Maraú projetos modelos de aquicultura e pesca, a exemplo de fazenda de algas para fazer sabonete, de produção de ostras e tanques rede, entre muitas outras atividades que servirão de exemplo para toda a Baia de Camamu e para o Brasil, tanto na capacitação de pescadores e marisqueiras como de estudantes do Instituto Federal Baiano (IFbaiano)”, disse o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, ao assinar convênio com o IFbaiano para a implantação do Centro de Estudos Costeiros de Pesca e Aquicultura (CECPA), na Estação de Campinhos, em Maraú. Durante o mesmo ato, que contou com as presenças do governador Jaques Wagner e do presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto, além da prefeita do município, prefeita Maria das Graças Viana, e centenas de pescadores, foram entregues 60 embarcações de fibra de vidro, com motor de popa a óleo e equipamentos de salvatagem. O município possui cerca de 1.800 pescadores cadastrados, o que representa cerca de 8% da população de Maraú.

Eduardo Salles afirmou ainda que “teremos aqui em Marau todas as possibilidades para pesquisarmos e fazermos os ajustes necessários para avançarmos na sustentabilidade pesqueira de todos os municípios banhados pela Baía de Camamu”. De acordo com o diretor de Pesquisa do IFBaiano, José Rodrigues Souza Filho, o Centro de Estudos Costeiros de Pesca e Aquicultura vai atuar treinando pescadores e marisqueiras, formando mão-de-obra e desenvolvendo novas tecnologias de pesca, além de focar também o turismo náutico. Ele lembrou que a Baía de Camamu, onde Maraú está inserida, é a terceira maior baía do Brasil, depois da Baía de Todos os Santos (BTS) e da Baía de Guanabara, aparecendo também como a terceira maior em produção de pescado, atrás da BTS e da Baía Norte, em Santa Catarina.

Projeto Renovar
“Não dar o peixe, mas ensinar a pescar, capacitando os pescadores a construir e conservar suas embarcações”. Essa é a filosofia do Projeto Renovar, conforme explicou o presidente da Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), Cássio Peixoto. Ele destacou que “até o final do ano serão entregues mais 800 embarcações para atender outras 2.400 famílias de pescadores do litoral e da bacia do São Francisco”.

Cássio lembra que todo o projeto, que conta também com a participação da Sedir/CAR, tem repercussão nas áreas ambiental, econômica e social. “O Renovar diminui a pressão para extração da madeira da Mata Atlântica, habilita jovens empreendedores para trabalhar no segmento da construção naval artesanal, e disponibiliza para milhares de famílias um importante meio de produção, uma vez que os pescadores aprendem a construir canoas”, acrescenta Peixoto, explicando que “esse é um programa estruturante, que vai dar sustentabilidade à cadeia da pesca, gerando renda e garantindo segurança para o pescador no mar”.

Nesta primeira etapa, 60 barcos de fibra foram construídos por técnicos que capacitaram os pescadores na construção e conserto dos barcos, caso no futuro sejam avariados. O projeto pretende alcançar toda a Bahia e, para que isto seja efetivado, a Secretaria da Agricultura, no final do ano passado, apresentou um catalogo de projetos incluindo este, aos deputados estaduais e federais e aos senadores baianos sugerindo que emendas parlamentares fossem disponibilizadas para tal fim.

“Hoje é um dia de alegria para Maraú. Esse projeto significa geração de renda, melhores condições de vida e segurança para os pescadores”, disse a prefeita Maria das Graças Viana, destacando que, apesar da abundância de peixe nas águas da península, o município sofre com o desabastecimento de pescado, por falta de condições dos pescadores. “Agora essa realidade será transformada”, afirmou, explicando que os 180 pescadores selecionados, na maioria, não possuíam barcos, pescavam em embarcações emprestadas ou de forma artesanal.

Estaleiros
O programa constitui-se na implantação de estaleiros itinerantes, onde pescadores selecionados aprendem a construir as embarcações de fibra com motor de popa, de 7,04 metros de cumprimento por 1,45. Todo processo dura quatro dias, ministrado por técnicos experientes da Bahia Pesca. O objetivo do projeto é renovar a frota dos pequenos pescadores, substituindo as canoas de madeira, que além da dificuldade de recuperação, encontraria barreiras de natureza ambientais. Na península de Maraú existem 153 embarcações velhas, das quais 60 estão sendo substituídas agora.

Fonte: Ascom Seagri

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