Pacientes com Paralisias na Face podem recorrer à Harmonização Orofacial

Especialidade já é regulamentada pelo Conselho Federal de Odontologia

Em 26/08 de 2019

Ascom Instituto de Harmonização Orofacial Cledson Azevedo | Imagem destaque: Equipe do Instituto, da esquerda para a direita: Prof.Thiago Carvalho, Prof. Cledson Azevedo, Prof Alexandre Martins | Foto: MoveComunica

A Harmonização Orofacial, muito utilizada com o objetivo de melhorar a estética da face, também pode ser uma grande aliada no tratamento de paralisias e dores na face. Desde o início desse ano, mudanças começaram a ocorrer no atendimento em consultórios odontológicos por conta da edição da Resolução 198/2019 do Conselho Federal de Odontologia (CFO), que regulamenta a Harmonização Orofacial como especialidade dos dentistas. Com isso, foi regulamentado um conjunto de procedimentos de autonomia legal do cirurgião-dentista para exercer em sua área de atuação, que engloba o equilíbrio funcional e estético da face.

Segundo especialistas na área, a resolução também traz benefícios para a população, que deve estar atenta à formação e currículo do dentista antes de realizar a escolha do profissional.

Diversos fatores podem causar a paralisia no rosto. O mais comum se origina de uma inflamação no nervo, que comanda a face. Com isso, ocorre irrigação inadequada de sangue na região (compressão). Estes problemas podem ser causados por acidentes, infecções, acidente vascular cerebral (AVC), distúrbio de glicemia e outros.

Uma das maneiras menos invasivas de tratar a paralisia facial é a harmonização orofacial. “Aplicamos a toxina botulínica (proteína produzida pela bactéria Clostridium botulinum) e, com isso, obtemos o relaxamento da musculatura daquela região da face, deixando o outro lado assimétrico. Por sua vez, o ácido hialurônico (substância também produzida pelo nosso organismo que preenche os espaços entre as células) é usado para corrigir vincos deixados pela antiga assimetria da face atingida por um AVC ou outro problema”, explica o cirurgião dentista Dr. Thiago Carvalho, que integra o Instituto de Harmonização Orofacial Cledson Azevedo em Salvador e é especialista em fios de sustentação facial.

Ele destaca ainda a importância desse tipo de recurso para o tratamento. “É um procedimento indolor, que pode ser associado, e a face retoma sua aparência normal. O paciente passa a ter mais tranquilidade em se olhar no espelho, retomar o convívio social (o que é muito importante para ele e a família) e até mesmo comer. É um salto na qualidade de vida desse paciente, com maior autoestima”, complementa o especialista.

Cabe ao paciente, no entanto, ser criterioso na escolha do profissional que vai realizar os procedimentos que integram a Harmonização Orofacial. A Resolução 198/2019 torna obrigatória a quantidade mínima de carga horária, a titulação dos professores do curso, bem como a titulação do coordenador. O objetivo é preparar cada vez melhor os cirurgiões-dentistas para atenderem aos pacientes e conseguirem o melhor resultado possível, com procedimentos muito menos invasivos do que uma cirurgia, por exemplo. E prover serviço de excelência para a população com base nas novas premissas estabelecidas.

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