Estudo realizado na UFOB identifica alvos vacinais em comum em arbovírus

O estudo foi publicado numa edição especial do periódico internacional Frontiers in Immunology, uma das mais conceituadas revistas de imunologia

Em 09/10 de 2019

Ascom Ufob

Um estudo liderado pelo biomédico, professor Jaime Henrique Amorim, do Núcleo de Estudos de Agentes Infecciosos e Vetores (NAIVE) da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), identificou alvos vacinais em comum em flavivirus. Agentes infecciosos como o Vírus da dengue, Vírus da zika e Vírus da febre amarela fazem parte do gênero Flavivirus, os quais são transmitidos pelo mosquito vetor Aedes aegypti, sendo assim denominados arbovírus (do inglês arhtropod borne virus – vírus transmitido por artrópode).

O Brasil apresenta um histórico de importação destes vírus por possuir fauna, condições geográficas e climáticas apropriadas à fixação e circulação dos patógenos. O primeiro arbovirus a chegar foi o Vírus da febre amarela, seguido do Vírus da dengue e, mais recentemente, o Vírus da zika. Acontece que o desenvolvimento de vacinas para cada nova espécie viral pode levar anos. Além disto, a importação de novos vírus pode comprometer a eficácia protetora de vacinas em uso. Por isto, Lorrany Franco, estudante de medicina da UFOB e Letícia Gushi, pós-doutoranda do NAIVE, realizaram análises para buscar alvos em comum nos flavivirus. Em colaboração com o também biomédico, professor Wilson Luiz, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), os pesquisadores encontraram alvos em comum tanto para anticorpos quanto para linfócitos T.

Os alvos para anticorpos estão localizados principalmente no peptídio de fusão e no domínio III da glicoproteína de envelope dos flavivirus. Tais estruturas estão localizadas no envelope viral e são essenciais nas etapas iniciais do processo infeccioso. Já os alvos em comum para linfócitos T estão concentrados nas proteínas NS3 e NS5, também importantes, mas nas fases mais tardias da replicação viral dentro da célula. Estes resultados são inéditos e poderão levar ao desenvolvimento de uma única vacina capaz de proteger contra vários flavivirus de uma só vez. O estudo foi publicado numa edição especial do periódico internacional Frontiers in Immunology, uma das mais conceituadas revistas de imunologia.

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