Espanha: Número de mortos por Covid-19 sobe e hidroxicloroquina não é inofensiva

“Hidroxicloroquina tanto pode reduzir como aumentar a possibilidade de contágio”, Fernando Simon, epidemiólogo

Em 19/05 de 2020

Sandra Cristina | Correspondente na Espanha

O número de falecidos por coronavírus na Espanha subiu nas últimas 24 horas sofreu uma nova subida, foram 83 mortos ainda que segue pelo terceiro dia consecutivo abaixo dos 100, com os quais já são 27.778, enquanto que o número de contagiados praticamente se mantem com apenas 295 novos casos, um total de 232.037.

Na roda de imprensa desta terça-feira (19) com o Diretor do Centro de Coordenação de Emergências e Alertas Sanitários, Fernando Simon, quando perguntado sobre o uso da hidroxicloroquina foi taxativo: “a hidroxicloroquina pode reduzir o risco de infecção do coronavírus, mas não é inofensiva. O que quer dizer que, pode reduzir o risco de contrair a enfermidade, mas tem que se ter muita precaução na hora de tomá-la porque, em alguns casos, pode favorecer a evolução da enfermidade”. Simon, seguiu esclarecendo aos repórteres e a população que “a hiroxicloroquina não é inofensiva, é um medicamento que se utiliza para a prevenção da malária e, em alguns casos, tem efeitos secundários, em até 7% das pessoas que a utilizam. Estas consequências podem ser ‘problemas gástricos o irritação de pele’”.

Simon assegurou ademais que, um número de pessoas, “pode levar a produzir alguma sintomatologia neurológica que pode ser um pouco mais grave, com quadros de câmbio de caráter. Alguns destes efeitos são dependentes da dose que se toma, é dizer, quanto mais tempo se está tomando há mais probabilidade de que estes efeitos apareçam”.

O epidemiólogo considera que “tomar hidroxicloroquina” para prevenir o coronavírus “deixando margens de tempo de lavado, pode estar recomendado”, o que quer dizer que para tomar este medicamento é conveniente fazer “descansos” para evitar uma maior probabilidade de que apareça algum efeito secundário.

Fernando Simon também assegurou hoje que as máscaras FFP2 “não estão recomendas para a população em geral”, indicando que em circunstâncias normais não é necessário tanta proteção. Explicou ainda que esse tipo de máscara afere máxima proteção e só são necessárias quando o objetivo é interagir com pessoas infectadas do coronavírus, o proteger algo muito vulnerável, mas que em circunstâncias normais “não são necessárias”.

Assim, explicou que todas as máscaras protegem em ambas as direções – a quem não está infectado e a quem não quer infectar os demais – “mas umas protegem melhor em uma direção do que em outra”, o que implica que na hora de escolher as máscaras é necessário conhecer o grau de infecção de quem vai utilizar ou o grau de vulnerabilidade da pessoa que se quer proteger. As máscaras cirúrgicas resultam mais aconselháveis, dado que são “mais leves e mais baratas”. “Me parece bem que quem tenha a FFP2 que use, mas o que nos interessa não é proteger a todo o mundo e sim os mais vulneráveis”, reforçou.

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