Espanha: Número de falecidos sobe nas últimas 24 horas

Desde o início da pandemia, o país já contabiliza 24.824 mortos

Em 01/05 de 2020

Sandra Cristina | Correspondente na Espanha

13 a mais que ontem, 281 vítimas mortais por coronavírus nas últimas 24 horas na Espanha. Deixando um total de 24.824 mortos em todo País desde o início da pandemia.

‘O número de contágios se mantem em baixa com 1.175, para um total de 215.216. O número de profissionais da saúde positivos por covid-19 é de 41.239’.

Por outra parte, Governo separa as crianças das pessoas maiores para sair em passeios.

As saídas dos adultos a partir de amanhã, sábado(2), vai ser organizada por horários. O ministro da Saúde, Salvador Ilha, explicou que se poderá passear e realizar esportes uma vez ao dia entre 6 e as 10 da manhã ou das 20 às 23 horas. A atividade física se realizará de maneira individual e dentro do município. Os passeios, só com uma pessoa com a qual se conviva e a um quilômetro de distância da residência, no máximo. O Governo separou os horários das crianças e das pessoas maiores de 70 anos. Entre às 10 e às 12 e às 19 e 20h poderão sair acompanhados os maiores de 70 anos e as pessoas dependentes. O Governo recorda o horário dos menores de 14 anos (antes de 9 às 21h), poderão sair de passeio por uma hora com um adulto entre às 12 e as 19h. Nos municípios com menos de 5 mil habitantes não se aplicam as normas de horários.

Assim, os coletivos liberados deverão cumprir a nova norma “2-1-1” para os passeios, ou seja: 2 pessoas no máximo durante 1 hora a 1 quilômetro de casa. A exceção será para os esportistas que não terão um tempo e nem um espaço limitado, apenas não podendo sair do município de onde reside.

Economia:

A economia espanhola sofre a maior queda desde a guerra civil em 1936. Cai a um 5,2% no primeiro trimestre, quase o dobro quando da crise em 2009.

Assim que, já é fato, a economia espanhola iniciou o caminho da recessão depois de haver encaixado o tremendo impacto da crise sanitária. O golpe provocou um retrocesso do Produto Interior Bruto (PIB) de 5,2% no primeiro trimestre, uma caída de 2,6 no pior momento da crise financeira durante o primeiro trimestre de 2009, para se ter uma ideia da dimensão do problema, é a maior queda econômica desde a Guerra Civil e o mais duro registrado na série histórica do Instituto Nacional de Estatística (INE), que se iniciou em 1970.

As causas diretas desta queda está nos efeitos do confinamento geral da população e a hibernação econômica, que provocou uma caída generalizada de todos os indicadores e afundamento sem precedentes na história no que diz respeito ao consumo doméstico, um 7,5%. Um 3,5% na inversão empresarial e no mercado imobiliário um 9,6%. A tudo isso tem que somar o desmoronamento das exportações e importações, acima dos 8% em ambos os casos. Igual em números negativos, se passa com o desemprego; aponta o Instituto Nacional de Empregos que na atual situação de crise as estatísticas correspondentes ao trabalho tomam uma maior relevância para medir sua evolução.

O Fundo Monetário Internacional situa o desmoronamento em torno de 8%, enquanto que o Banco Central Europeu crê que pode cair até o 11,4%. O que ninguém duvida é que a caída no poço não tem precedentes desde o primeiro terço do século XX.

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