Coronavírus: a possível pandemia e o desespero

No Brasil o risco se elevou e há previsão de lotarem os hospitais, aumentarem as faltas ao trabalho e isso deve resultar no atraso em diversos setores do país. Uma solução inovadora para evitar tanto caos pode ser a Telemedicina

Em 05/02 de 2020

Caroline Arnold | Enxame – Coletivo de Comunicação

O risco no Brasil se tornou iminente. Não só aqui, mas como no mundo, o medo da pandemia é uma realidade e esse fator afeta muitas áreas de um país. Aqui em nosso país já existem alguns casos suspeitos. E agora? Como podemos nos preparar? Uma saída ainda não convencional no Brasil, mas efetiva em outros países como os Estados Unidos, é a Telemedicina. É possível receber orientação médica online sem sair de casa. Para entendermos um pouco melhor como a Telemedicina poderia nos ajudar a enfrentar o Corona vírus, falamos com a Dra. Layla Almeida que faz parte da equipe de médicos especialistas da plataforma de Telemedicina Conexa Saúde.

No Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde, até o dia 29/01 havia 33 notificações compatíveis com casos suspeitos de infecção pelo vírus, com 20 casos excluídos e 4 casos descartados. No momento, 9 pacientes ainda são considerados casos suspeitos e seguem em vigilância ambulatorial e em avaliação de suas amostras biológicas. Segundo Dra. Layla Almeida, infectologista e coordenadora médica da plataforma Conexa Saúde, “Mesmo que o risco de epidemia no país ainda pareça ser improvável é preciso seguir uma ótica coerente de preparação de controle ao vírus mediante a possível epidemia global. Precisamos estar preparados”. Como? A doutora explica, ainda fala como a telemedicina pode ajudar nesta questão.

Existe realmente o risco de uma epidemia no Brasil?
“O risco de uma epidemia no Brasil ainda parece ser baixo. Não possuímos casos confirmados, de qualquer maneira é possível que em algum momento, com a dispersão global do vírus, que confirmemos algum caso por aqui. O mais importante é que o país está adotando as medidas de controle epidemiológico para controle da importação e disseminação do vírus. Nosso nível de alerta para risco de epidemia subiu para 2 (perigo iminente), o que faz com que sejamos ainda mais criteriosos com casos suspeitos. Até o momento, a suspeita para infecção por corona vírus ainda é muito restrita e pressupõe além de manifestação de febre e sintomas respiratórios, a associação do fato com a estadia na China nos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sintomas ou de contato com alguém que esteve na China neste período (14 dias). Pode ser que isso mude em pouco tempo! É preciso estar alerta, mas sem alardes.”

As pessoas já estão desesperadas. Vemos na TV muitas dúvidas quanto aos sintomas e prevenção. As idas ao hospital com suspeitas podem elevar?
“Existe essa possibilidade, principalmente porque os sintomas são gerais e pelo total desconhecimento dos critérios epidemiológicos para definição de caso suspeito.”

Como a telemedicina pode ajudar as empresas e, consequentemente, as pessoas em casos de suspeita?
“O trabalho já pode começar dentro das empresas, com o advento do uso da teleorientação para esclarecimento de dúvidas sobre o diagnóstico da doença, e assim atingir uma grande massa. Questões gerais que depreendem um déficit de educação básica em saúde e prescindem idas desnecessárias ao hospital podem ser orientadas por nossos médicos. Como por exemplo, pessoas com sintomas respiratórios, mas que não estiveram na China e nem tiveram contato com alguém que esteve por lá não caracterizam suspeita de Coronavírus. Eventualmente precisem de um médico presencialmente, mas não por conta da epidemia chinesa.”

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