Atenção com os bichos: ouvidos sensíveis de cães e gatos sofrem com os fogos nesta época do ano

Por: Carmen Vasconcelos Os animais devem ser acomodados em locais calmos e confortáveis, onde não haja chance de fugas Festas de final de ano, geralmente, são comemoradas com fogos de artifício, rojões e uma infinidade de barulhos. No entanto, o que é uma celebração para as pessoas vira um martírio para cães e gatos. Isso […]

Em 31/12 de 2013

Por: Carmen Vasconcelos

Os animais devem ser acomodados em locais calmos e confortáveis, onde não haja chance de fugas

01Festas de final de ano, geralmente, são comemoradas com fogos de artifício, rojões e uma infinidade de barulhos. No entanto, o que é uma celebração para as pessoas vira um martírio para cães e gatos. Isso porque os animais possuem uma sensibilidade auditiva maior que a dos humanos e o barulho dos rojões gera estresse e desorientação, provocando pavor e pânico nos peludos.

A professora do ensino infantil Augusta Matos diz que ainda vai demorar para se recuperar do susto vivido pela família no Réveillon do ano passado. “Estávamos na casa de praia da família, no litoral norte e, mesmo vetando o uso em casa, vizinhos soltaram fogos e o resultado foi que, por muito pouco, não perdemos nossa gata da raça Maine Coon, a Jade”, comenta.

No auge das explosões, a peluda, absolutamente estressada, saiu pelo portão em disparada. “Jade foi encontrada na pista, machucada e assustada e por pouco não foi vítima dos carros”, completa a professora, lembrando que não apenas o pet, mas a família inteira passou a detestar essa parte das comemorações.

De acordo com a veterinária e pesquisadora da área de comportamento animal Ceres Faraco, nessas situações, é comum que os animais procurem fugir do que os ameaça, além dessa crise de estresse desencadear sintomas físicos que podem ser fatais. “Eles podem sofrer paradas cardiorrespiratórias, convulsões e ter diversos problemas, acarretando até em morte”, completa.

A tentativa de fuga pode levá-los a correr sem destino, acarretando atropelamentos, choque contra portas de vidro ou janelas, e até mesmo enforcamento na tentativa de se livrar da coleira. Para evitar tais situações, a orientação da veterinária é, inicialmente, acalmar o animal e garantir as condições mínimas de segurança e tranquilidade. “Busque mostrar a seu animal que está tudo sob controle, o tom calmo, as atitudes carinhosas ajudam nessa situação”, esclarece.

A médica lembra que independente desse cuidado básico, é fundamental que todos os animais tenham e usem plaquinhas de identificação com os telefones e os nomes dos guardadores. “Em casa, procure deixá-los num ambiente onde se sintam seguros, com iluminação suave e, se possível, um rádio com música não muito alta”, orienta, lembrando que é importante deixar um cobertor ou uma casinha onde eles possam se abrigar. Nesse local, também é importante que haja água à vontade e comida leve, para evitar distúrbios digestivos, provocados pelo pânico, que são muito perigosos e podem ser fatais, a exemplo da torção de estômago.

Para impedir que o som se propague, a dica da especialista é colocar cobertores e toalhas tapando as frestas das portas. “Tampões de algodão nos ouvidos podem ser colocados minutos antes e tirados logo após os fogos. Acostume seu pet e não esqueça de retirar os tampões assim que possível”, ressalta a especialista em comportamento animal.

Se na sua casa tem mais de um animal, é importante separá-los nesse momento, pois a excitação provocada pelo barulho pode torná-los agressivos, favorecendo brigas “Tente deixá-los em quartos separados, se estiverem sem supervisão”, completa a veterinária.

Fonte: Correio da Bahia

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