5 mitos sobre a proteção solar que você precisa conferir para não se enganar

A falta de informação pode resultar no não uso ou na utilização incorreta do produto

Em 10/12 de 2019

Cristina Raducu | Imprensa FleishmanHillard Brasil

O verão está chegando e com ele aumenta a necessidade de redobrar os cuidados com a pele por conta da maior incidência dos raios solares. O uso do filtro solar, responsável por proteger a pele da radiação solar UVB e UVA, é a maneira mais eficaz de cuidar da pele e desfrutar a estação mais quente do ano sem preocupação.

O uso correto do protetor solar evita a insolação, queimaduras e auxilia no combate ao envelhecimento precoce, ressecamento, oleosidade excessiva, manchas e na prevenção ao câncer de pele, que responde por 33% de todos os diagnósticos da doença no Brasil – sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 190 mil novos casos.

Felizmente a conscientização sobre a importância do uso do filtro solar tem avançado. A popularização da Campanha Nacional do Câncer da Pele – mais conhecida como #DezembroLaranja e liderada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) -, que já está em sua 21ª edição, é mais uma amostra do crescimento da preocupação sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces, aumentando as chances de cura na grande maioria dos casos, além da prevenção e proteção da pele quando expostos ao sol.

No entanto, apesar do aumento da disseminação do uso dos protetores solares, uma parte considerável de mulheres (43%) não usa ou só utiliza o produto de vez em quando. É o que indica pesquisa feita pela Ibope Inteligência, em parceria com a marca SUNDOWN®, a partir de 1 mil entrevistas com mulheres em todo o Brasil. “A falta de hábito é a principal razão de não uso, seguido por preço e textura do protetor. A pesquisa releva que uma das razões apontadas para a falta de hábito para o uso correto do produto é a disseminação de mitos e lendas”, revela Leila Carvalho, diretora de assuntos médicos na J&J Consumer Health.

A seguir, a especialista comenta sobre alguns mitos acerca do uso do protetor solar.

Mitos sobre a proteção solar

1 – O índice de raios solares é diferente na praia e na cidade
Estudos meteorológicos comprovam que o índice ultravioleta (IUV) não tem relação direta com a temperatura que medimos e sentimos. É errado pensar que se a cidade tem um clima mais ameno, terá índices menores de R-UV do que a região litorânea. A posição geográfica da cidade exerce uma forte influência no índice de radiação solar. Portanto, independentemente do local, não estamos isentos da exposição aos raios ultravioleta.

2 – Não é importante usar protetor solar nos dias nublados
É importante usar o filtro solar mesmo em dias nublados, pois tanto os raios UVB como os UVA são capazes de penetrar a maioria dos tipos de nuvem. O uso do protetor solar deve fazer parte de um hábito diário da população em todas as estações do ano.

3 – Não é necessário reaplicar o protetor com alto FPS
Dada a intensidade dos raios UV e seus impactos na pele, todo cuidado é pouco. O ideal é utilizar protetores solares de alto FPS e reaplicá-los regularmente a cada duas horas após banho, sudorese intensa ou após se secar com toalha.

Além da proteção contra os raios UVB precisamos estar atentos à proteção contra os raios UVA, pois estes penetram em maior profundidade na pele e influenciam na pigmentação da pele, no envelhecimento precoce (manchas e rugas) e na ocorrência de câncer. A regulamentação no Brasil exige que um protetor solar tenha não somente proteção contra a radiação UVB (indicado pelo FPS), mas que também ofereça proteção contra a radiação UVA.

4 – Os protetores solares não se diferenciam muito depois de um determinado FPS
Cada valor de FPS indica o quanto de radiação UVB pode ser filtrada antes de chegar à pele. Por exemplo, quando temos um protetor solar FPS 30 cerca de 97% da radiação é filtrada, com um FPS 50 cerca de 98% e com um protetor solar FPS 100 cerca de 99%. A quantidade de radiação filtrada parece ser quase a mesma entre os diferentes valores de FPS, certo? Porém, se compararmos a quantidade de radiação que passa pelo protetor e atinge a pele, vemos que com um FPS 100 temos 1% de radiação atingindo a pele, enquanto com um FPS 30, temos cerca de 3% atinge a pele tem efeitos cumulativos ao longo do tempo aumentando os riscos de câncer de pele ao longo da vida. Então pessoas que tiverem a mesma exposição solar e usarem protetores com FPS diferentes terão quantidades de radiação acumulada diferentes.

A eficácia do filtro solar também está relacionada à quantidade de produto que é aplicada no corpo e à quantidade de reaplicações ao longo do dia. A irregularidade do filme formado na pele com pouco produto faz o FPS passar a não ser mais o mesmo que está escrito na embalagem. Por isso, usar um FPS alto acaba compensando a baixa qualidade da proteção em pessoas que não usam a quantidade correta de protetor solar. O melhor é seguir a recomendação do Consenso Brasileiro de Fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD): no rosto e pescoço, uma colher de chá rasa. Já para o restante do corpo, duas colheres de chá.

5 – A principal causa do melasma são anticoncepcionais
Essas manchas escuras na pele podem estar relacionadas ao uso de anticoncepcionais femininos e à gravidez, mas, principalmente, à exposição solar. Essa última, em função da exposição aos raios UVA e Visível pode desencadear ou acentuar a condição.

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