Uso excessivo da tecnologia aumenta risco de brigas conjugais e depressão

Leda Sangiorgio Estudo mostrou que quanto maior o uso do celular, menor a satisfação conjugal Os brasileiros são apaixonados por tecnologia. Prova disso é que 9 em cada 10 possuem um telefone celular, segundo um estudo da Kantar Worldpanel. Porém, estar conectado o tempo todo pode trazer algumas consequências para a vida cotidiana, como, por […]

Em 02/02 de 2017

Leda Sangiorgio

Estudo mostrou que quanto maior o uso do celular, menor a satisfação conjugal

O uso do celular leva à insatisfação conjugal | Foto: Reprodução http://hypescience.com

O uso do celular leva à insatisfação conjugal | Foto: Reprodução http://hypescience.com

Os brasileiros são apaixonados por tecnologia. Prova disso é que 9 em cada 10 possuem um telefone celular, segundo um estudo da Kantar Worldpanel. Porém, estar conectado o tempo todo pode trazer algumas consequências para a vida cotidiana, como, por exemplo, conflitos nos relacionamentos. Afinal, muitos casais deixam de conversar para usar o celular, o que pode gerar afastamento e perda da intimidade.

Um estudo publicado pela Brigham Young University, de Utah, nos Estados Unidos, analisou o impacto da tecnologia nos relacionamentos. Os resultados mostraram que quanto maior o uso do celular, menor a satisfação conjugal, maior o número de discussões e maior o risco de desenvolver depressão.

Estou sendo rejeitado?
Segundo Marina Simas de Lima, psicóloga e especialista em terapia de casal, a leitura que podemos fazer desse estudo vai muito além dos resultados. “Na verdade, quando estamos fazendo uma refeição ou até mesmo conversando sobre como foi o dia, e o parceiro fica navegando no celular, em vez de prestar atenção e interagir conosco, podemos interpretar como uma forma de rejeição, e isso é muito tóxico para qualquer relacionamento”, explica.

Já para Denise Miranda de Figueiredo, psicóloga e especialista em terapia de casal, há ainda a possibilidade de preferir ficar no celular para evitar entrar em contato com os próprios sentimentos ou com problemas que o casal possa estar enfrentando. “Todas as alternativas podem dificultar o diálogo, diminuir a intimidade e contribuir para o aumento das inseguranças vividas nos relacionamentos. Afinal, ninguém gosta de se sentir rejeitado, muito menos pela pessoa amada”, diz a psicóloga.

Esses constantes distanciamentos nas relações, em que o uso da tecnologia ganha destaque e protagonismo, podem provocar queda no humor, baixa autoestima, raiva e ressentimentos, podendo impactar de forma relevante na satisfação da vida conjugal, afirmam as especialistas.

Bom senso é fundamental
Veja algumas dicas preparadas pelo Instituto do Casal que podem ajudar a equilibrar o uso do celular ou de outras tecnologias na vida a dois, diminuindo a chance da tecnologia ter esse papel de destaque nos relacionamentos:

O celular é um problema? Se o casal passa mais tempo no celular que conversando, é hora de avaliar o quanto esse hábito está prejudicando a relação.

O uso é necessário? Algumas profissões podem exigir que o parceiro ou a parceira fiquem conectados sempre. Mas, quando não for o caso, é importante se desconectar para dedicar-se ao relacionamento e negociar esses espaços de dedicação exclusiva.

Silencie: Desligue as notificações e evite usar o celular quando estiverem à mesa, na cama ou fazendo qualquer outra atividade juntos, dentro ou fora de casa.

Preserve o quarto: O quarto do casal deve ser preservado, quanto menos estímulos externos, melhor será a conexão entre os parceiros. Evite colocar televisão, computador e usar o celular nesse cômodo da casa.

Para Denise e Marina, a conversa entre o casal é essencial para a saúde do relacionamento. A simples presença de um celular inibe a intimidade e a confiança, reduzindo o nível de empatia e compreensão. “É preciso dar valor ao que realmente importa”.

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