Treinamento para o combate do bicudo-do-algodoeiro é realizado pela Abapa

Virgília Vieira | Ascom Abapa Produtores, pesquisadores, consultores, gerentes e técnicos de unidades produtoras, representantes da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e das entidades ligadas à cotonicultura se reuniram entre os dias 25 e 28 de maio, para debater sobre o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), praga de difícil controle e que tem trazido sérios […]

Em 03/06 de 2015

Virgília Vieira | Ascom Abapa

Abertura do treinamento, no auditório da Fundação Bahia | Foto: Virgília Vieira

Abertura do treinamento, no auditório da Fundação Bahia | Foto: Virgília Vieira

Produtores, pesquisadores, consultores, gerentes e técnicos de unidades produtoras, representantes da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e das entidades ligadas à cotonicultura se reuniram entre os dias 25 e 28 de maio, para debater sobre o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), praga de difícil controle e que tem trazido sérios prejuízos aos produtores. O treinamento foi promovido pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), através do Programa Fitossanitário, tendo por objetivo levar mais conhecimento e eficiência nas aplicações de produtos para controle da praga, estas feitas com aplicações de Ultra Baixo Volume (UBV) e Baixo Volume Oleoso (BVO).

A abertura foi realizada pelo diretor da Abapa, Celito Missio, no Auditório da Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães. Seguida pelas palestras do professor da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), Dr. Marcos Tamai, que falou sobre Refúgio, Controle Biológico e eficiência de produtos para o bicudo e do fundador e diretor do Centro Brasileiro de Bioaeronáutica, Dr. Marcos Vilela, que nesse primeiro momento falou sobre a ‘Aplicação em UBV e BVO para o combate do bicudo – aérea e terreste’.

Segundo Dr. Vilela, que é formado e doutorado pela Universidade de São Paulo – USP/Esalq, com pós-doctor na Inglaterra, a palestra ministrada foi um resumo de vários anos de pesquisa e experimentos, e principalmente o trabalho realizado na Cooperativa Agro Industrial Holambra, em Paranapanema em SP. “Conseguimos o controle excepcional do bicudo, através de uma sequência técnica de aplicações já definida. Fizemos aquilo que tinha que ser feito, exatamente conforme manda o figurino e conseguimos uma tecnologia que estamos desenvolvendo no mundo inteiro. As tecnologias de UBV e BVO, que já foram comprovadamente bem sucedidas, de baixo custo, quantidade reduzida de aplicações e controle de bicudo perfeito”, disse Dr. Marcos.

O palestrante também ressaltou sobre a realidade do oeste baiano e passou orientações aos produtores. “Conheço essa região há mais de 40 anos. O controle de pragas depende de uma série de medidas, que precisam ser tomadas pelos próprios produtores. Se os produtores largarem suas lavouras sem tratamento químico ou mecânico, esses bicudos voltam no inverno e quando chegar o cultivo do ano próximo ano, teremos o dobro, ou o triplo. A tecnologia já existe, o EUA já erradicou o bicudo lá, acabamos de sair de um programa em SP que no final da campanha não tínhamos mais bicudos capturados, uma vez que haviam desaparecido da lavoura. Logo, é possível que a Bahia e o Brasil, acabem com esse problema”, disse.

Segundo o diretor da Abapa e coordenador do Programa Fitossanitário, Celito Breda, as atitudes precisam ser revistas. “O problema do bicudo deixou de ser um problema da Bahia, é um problema de todos os estados que plantam algodão. Mas, aqui se torna mais grave, uma vez que produzimos algodão numa grande área, utilizamos mais produtos, e de repente, o problema de resistência se manifeste primeiro aqui. O bicudo aumentou bastante, e o problema principal é o relaxamento de todos nós”, disse Breda.

Aulas práticas no Campo | Foto: Virgília Vieira

Aulas práticas no Campo | Foto: Virgília Vieira

Orientação aos produtores da Bahia – Na oportunidade, Dr. Vilela falou de algumas medidas que precisam ser tomadas com rigor. “Acredito na necessidade das duas pulverizações aérea e terrestre, o bicudo é uma praga que migra muito de ambiente por uma necessidade de alimentação. Hoje ele não é uma praga só de algodão, mas ele consegue sobreviver em outras culturas. É uma praga que tem muita movimentação, então a idéia é que uma vez identificada o primeiro botão, durante as 16 semanas que é o ciclo vegetativo, iniciar as aplicações e não deixar o bicudo sossegar. Toda semana deverá ser feita uma aplicação, isso é o que faço. Essa é a minha recomendação. Sigam essas orientações, e a dos engenheiros agrônomos da sua região”, orientou.

Nos dias 26, 27 e 28, os participantes do treinamento, tiveram aulas práticas de aplicações aéreas e terrestres, ministradas pelo Dr. Marcos Vilela, nos núcleos de Placas, Roda Velha e Rosário.

A ação conta com recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e do Fundeagro.

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