Trabalho para pessoas com deficiência ainda é um desafio

Fábio Bittencourt | A Tarde Na capital baiana vivem aproximadamente 750 mil pessoas, ou 23% da população, autodeclaradas com alguma deficiência. É gente com dificuldade de se locomover, que pouco ou nada ouve, enxerga, ou possui baixa capacidade mental (intelectual) e que, além de superar desafios impostos pelas limitações, precisa estudar, se qualificar e, principalmente, […]

Em 27/07 de 2015

Fábio Bittencourt | A Tarde

Bonfim diz que um dos principais problemas é o deslocamento | Foto: Raul Spinassé | Ag. A Tarde

Bonfim diz que um dos principais problemas é o deslocamento | Foto: Raul Spinassé | Ag. A Tarde

Na capital baiana vivem aproximadamente 750 mil pessoas, ou 23% da população, autodeclaradas com alguma deficiência. É gente com dificuldade de se locomover, que pouco ou nada ouve, enxerga, ou possui baixa capacidade mental (intelectual) e que, além de superar desafios impostos pelas limitações, precisa estudar, se qualificar e, principalmente, trabalhar.

Três semanas após a presidente Dilma Rousseff sancionar a lei que cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência – visando assegurar direitos, equiparação de oportunidades e maior acessibilidade no país -, o Ministério Público da Bahia (MPT), em Salvador, promove, sexta-feira, a 2ª edição do Seminário 24 Anos da Lei de Cotas – Avanços e Desafios na Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mundo do Trabalho.

Promovido em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e instituições de apoio a pessoas com deficiência, o objetivo do evento, segundo a procuradora Flávia Vilas Boas, uma das palestrantes, é comemorar o dispositivo legal criado em 1991 que determina que empresas com mais de 100 empregados reservem de 2% a 5% do número de vagas para pessoas com alguma deficiência.

Além de sensibilizar empresários, gestores e profissionais de recursos humanos – muitos dos quais já com termo de compromisso de ajuste de conduta firmado com o MPT – para que não apenas cumpram a lei, mas que, verdadeiramente, abracem a causa, lembra ela.

Responsabilidade social
“O que vemos na prática é que, muitas vezes, as empresas seguem a lei apenas formalmente, colocando pessoas com deficiência em sua folha de pagamento, mas sem oferecer a elas oportunidades reais de exercício digno de suas funções. É preciso incluir de verdade essas pessoas e, para isso, deve haver uma mudança de cultura nas empresas, que devem estar mais acessíveis e comprometidas”, diz Flávia.

Segundo a diretora de responsabilidade social da Associação Brasileira de Recursos Humanos na Bahia (ABRH), Luciana Maia Abud, o número de contratações de pessoas com deficiência no estado tem crescido, mas não no ritmo desejado. “Vinte e quatro anos depois de criada a lei de cotas não tem justificativa (a empresa) afirmar não estar apta a receber um trabalhador com deficiência”.

Deixe seu comentário

*
*
Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Falabarreiras. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Falabarreiras poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto. É possível digitar até 600 caracteres. Os comentários que estiverem escritos em letras maiúsculas e tiverem links serão rejeitados.