Reforma do ensino médio é caminho para que jovens tenham mais oportunidades no mercado de trabalho

Imprensa Sistema CNI SENAI e SESI avaliam como avanço a inclusão do curso técnico no currículo regular, o que permitirá aos estudantes iniciar mais cedo e de forma qualificada a vida profissional O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Social da Indústria (SESI), instituições administradas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), saúdam […]

Em 23/02 de 2017

Imprensa Sistema CNI

SENAI e SESI avaliam como avanço a inclusão do curso técnico no currículo regular, o que permitirá aos estudantes iniciar mais cedo e de forma qualificada a vida profissional

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Social da Indústria (SESI), instituições administradas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), saúdam a aprovação da reforma do ensino médio no Congresso com a votação da Medida Provisória 746/2016 pelo Senado na última quarta-feira (8). O Sistema Indústria considera a inclusão do curso técnico no currículo regular o maior avanço promovido pela nova legislação. É um caminho para que mais jovens tenham acesso à educação profissional e, com isso, mais oportunidades no mercado de trabalho.

“A mudança promovida neste momento vai ao encontro do que se faz de mais avançado no mundo, em convergência com os sistemas educacionais mais modernos. Esperamos que a nova lei produza o resultado que todos desejamos: um ensino médio conectado com as aspirações dos alunos, capaz de transmitir os conhecimentos fundamentais para a cidadania e que crie oportunidades de inserção qualificada dos nossos jovens no mercado de trabalho”, avalia o diretor-geral do SENAI e superintendente-geral do SESI, Rafael Lucchesi, que também é diretor de Educação e Tecnologia da CNI. “A nova lei é apenas um passo de um longo percurso. A partir de agora, dirigentes públicos e privados, educadores, pais e estudantes precisam trabalhar juntos para vencer os desafios de sua implementação. ”

Nos últimos anos, países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e os principais emergentes têm feito transformações significativas no marco regulatório e na agenda de políticas públicas educacionais na direção de oferecer maior estímulo à agenda de educação profissional. Nesses países, em média, 50% dos estudantes optam por cursos técnicos, enquanto, no Brasil, esse porcentual é de apenas 11%.

A valorização da educação profissional promovida neste momento pela reforma do ensino médio é essencial ao país. O investimento em carreiras técnicas é medida indispensável para o Brasil acompanhar o movimento global de surgimento das novas cadeias de valor e do uso cada vez mais intenso de tecnologias digitais nos processos produtivos. O país precisa de trabalhadores educados e bem formados que saibam utilizar equipamentos, criar soluções para os problemas do dia a dia, adaptar processos e produtos e desenvolver inovações.

O Sistema Indústria avalia ainda que é extremamente relevante permitir aos estudantes optar por diferentes trajetórias de estudo e aprofundamento em áreas específicas, como ocorre na maioria das nações desenvolvidas. “O ensino médio nos principais países tem uma lógica diversificada e flexível pelo entendimento de que essa etapa é de transição, que encaminha uma parte dos jovens para a universidade e outra para o mundo do trabalho. No Brasil, tínhamos um sistema rígido”, afirma o diretor-geral do SENAI. Além disso, a lei abre espaço para que os estudantes aprofundem o estudo de ciências, matemática e linguagens, essenciais para o exercício da cidadania e a atuação competente no mercado de trabalho.

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