Projeto voluntário beneficia população de rua em Barreiras

Ascom Salve Barreiras Café, pão, cobertor. É essa, talvez, a definição mais próxima da iniciativa solidária de sete amigos barreirenses para as pessoas que vivem em situação de rua, nos arredores da cidade. Preocupados com as condições dessas pessoas – seja de roupas, comida e até mesmo de cuidado e atenção – o grupo começou, […]

Em 15/05 de 2014

Ascom Salve Barreiras

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Café, pão, cobertor. É essa, talvez, a definição mais próxima da iniciativa solidária de sete amigos barreirenses para as pessoas que vivem em situação de rua, nos arredores da cidade. Preocupados com as condições dessas pessoas – seja de roupas, comida e até mesmo de cuidado e atenção – o grupo começou, em outubro de 2013, o projeto “Café, pão e cobertor”, que fornece a essas pessoas uma refeição digna.

Inicialmente, com menos recurso financeiro disponível, o grupo distribuía pão e café com leite. Aos poucos, outras pessoas passaram a colaborar com o projeto, permitindo a preparação de uma refeição mais encorpada. As marmitas, preparadas pelo próprio grupo, são uma refeição completa e saborosa: arroz, carne, cuscuz, ovo, frango, legumes e outros alimentos, sempre que possível. Além disso, quando conseguem arrecadações, o grupo também leva roupas, calçados e cobertores para essas pessoas.

O projeto “Café, pão e cobertor” distribui as marmitas semanalmente, pois não possui, ainda, estrutura e doações necessárias para levar refeições a essas pessoas em mais de um dia por semana. Segundo os integrantes do grupo, a quantidade de pessoas encontradas nas ruas aumenta a cada mês. Em abril conseguiram beneficiar, em média, 30 pessoas por final de semana. De março até agora já foram distribuídas cerca de 300 marmitas.

Perfil
O perfil das pessoas que estão nas ruas e que recebem a ajuda do “Café, pão e cobertor” é variado. Durante as visitas, os participantes do projeto observaram que muitas histórias contadas por essas pessoas são de trabalhadores de fazendas que não possuem moradia própria, ficando nas ruas quando não há serviço. Há também migrantes que vão a Barreiras em busca de emprego e outras oportunidades.

Além disso, moradores de outras cidades da Bahia buscam em Barreiras suporte para tratamento de doenças e para resolver demandas judiciais. Nas visitas o grupo também encontra quem esteja de passagem pela cidade, indo em direção a outros locais, e também pessoas envolvidas com drogas e crimes que possuem famílias em Barreiras, mas preferem morar na rua.

Doações
As marmitas, agasalhos e roupas só são distribuídas por causa de pessoas que se dispõem a fazer parte dessa iniciativa. Além desses insumos básicos, frequentemente as pessoas em situação de rua também precisam de ajuda para comprar passagens de volta às cidades de origem e até mesmo vagas em casas de passagem, que são poucas considerando a quantidade de pessoas que vem a Barreiras.

Com o aumento de doações e da participação de pessoas que podem contribuir de alguma maneira para a causa, é possível ampliar essa rede de solidariedade. Para doar, basta entrar em contato com o grupo pelo facebook “Café, pão e cobertor” ou pelo e-mailcafepaoecobertor@hotmail.com e se informar sobre como pode ajudar o projeto.

O projeto é visto com outros olhos por algumas pessoas que não entendem a proposta, portanto é de suma importância ressaltar que o grupo não está alimentando o problema social de moradores de rua: “Acreditamos que não é o alimento, uma vez por semana, que contribuiria para isso. Nossa real intenção é justamente ao contrário. Ser um canal, criar uma abertura com essas pessoas para que possamos descobrir como ajudá-los. O grupo foi criado com esse objetivo, pois sempre nos incomodou o fato de ter pessoas que moram nas ruas das cidades, quem são eles e o porquê deles estarem ali. Por não dispormos de recursos para construir albergues, oferecer serviços, começamos pelo alimento simbólico, para criar esse acesso e posteriormente ajudarmos. Hoje o projeto Café, Pão e Cobertor se preocupa acima de tudo em conversar, ouvir, questionar e sempre frisar a importância do retorno ao lar. Observando, por fim, que nunca houve nenhum episódio de violência conosco, nosso projeto sempre foi bem recepcionado e é muito gratificante ter essa conexão. Nosso ideal maior é sem dúvidas, ter recursos para no momento certo, tirá-los dessa situação”.

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