Novo livro de Antônio Oliveira conta história que tem como palco Barreiras e o antigo norte Goiano

Dircom Barreiras “O Homem Abílio Wolney”. Este é o titulo do mais novo livro do jornalista, radialista e escritor baiano/tocantinense Antônio Oliveira. A obra é baseada em pesquisas em quase todas as outras obras literárias já publicadas sobre o personagem que dá titulo ao livro e em relatos de historiadores e testemunhas vivos desta saga […]

Em 09/04 de 2019

Dircom Barreiras

“O Homem Abílio Wolney”. Este é o titulo do mais novo livro do jornalista, radialista e escritor baiano/tocantinense Antônio Oliveira. A obra é baseada em pesquisas em quase todas as outras obras literárias já publicadas sobre o personagem que dá titulo ao livro e em relatos de historiadores e testemunhas vivos desta saga protagonizada por Wolney, conhecida em todo o Brasil como “A Chacina dos Nove”, ou “A Noite do Barulho”, que ocorreu, na década de 1919, na então Vila São José Duro, antigo nordeste goiano, hoje Dianópolis, sudeste do Tocantins. A obra, com o apoio do legislativo barreirense, terá noite de autógrafos na próxima sexta-feira, 12, naquela Casa de Leis, a partir das 20 horas, com participação especial do Coro Sinfônico de Barreiras. Nesta mesma oportunidade, será exibido o videodocumentário “O Homem Geraldo Rocha”, do mesmo autor da obra literária em tela.

Rivalidades políticas entre a oligarquia dos Caiado, chefiada por Totó Caiado, e o Cel. Abílio Wolney, então líder em ascensão, quando Goiás ainda tinha como capital a cidade de Goiás Velho, culminaram no assassinato de forma traiçoeira de seu pai, o Cel. Abílio Wolney e da tomada, como reféns, de nove pessoas de famílias tradicionais daquela cidade, presos ao um tronco (instrumento usado para castigar escravos). A PM goiana para lá fora enviada com o intuito de, juntamente com um juiz de Direito em comissão, solucionar uma demanda entre o juiz de Direito e do chefe do Cartório da Vila com os Wolney.

Escampando da morte, por assassinato, após a de seu pai, o Cel. Abílio Wolney fugiu para os estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco arregimentando jagunços para libertar seus parentes e retomar a Vila da sanha dos policiais completamente sem preparo para uma missão daquela. Vendo a sua falta de condições para enfrentar os jagunços, liderados pelo lendário Abílio Batata, bastante conhecido nestes três estados nordestinos, a guarnição da PM assassinou os nove reféns e fugiram da Vila.

Pela primeira vez, pós-trágica ocorrência, a história foi narrada, em forma de romance, no final dos anos 1950, pelo escritor goiano Bernardo Élis, obra que o elevou à Academia Brasileira de Letras. O romance, embora o escritor alertara em seus comentários de apresentação do livro que “Tirantes os pormenores, os fatos centrais desta narrativa aconteceram realmente em Goiás.

Os personagens, entretanto, tendo tudo de comum com o tipo social que representam, são fictícios. O autor não quis retratar ninguém, nem copiou de nenhum modelo vivo ou já falecido. Qualquer semelhança com pessoa viva ou morta é mera coincidência”, deturpou a história e a personalidade dos Wolney.

Antônio Oliveira foi, no início da década de 1990, o primeiro jornalista em Goiás, Tocantins e oeste da Bahia, palcos desta história, a contestar o escritor goiano, em vários artigos. Estes motivaram o jornalista a escrever a presente obra.

O livro é dividido em quatro capítulos, onde ele conta a história segundo a narrativa de historiadores outros, de familiares dos Wolney e de Bernardo Elis; contesta a versão em filme do episódio; a intervenção federal na Vila, por conta deste ocorrido, não havendo outra tragédia graças a interferência do baiano Francisco Rocha, que conhecia os Wolney e, por fim, as várias facetas do Cel. Abílio Wolney, principalmente seu caráter empreendedor e humanitário.

Além de liderança política no antigo norte de Goiás, o Cel. Abílio Wolney foi fazendeiro, advogado, farmacêutico e médico. Após “O Barulho”, movido pelas perseguições das lideranças políticas da capital goiana, mudou-se para Barreiras, onde foi braço direito dos Rocha na Sertaneja; exerceu as funções acima – o prédio do Museu de Barreiras foi dele, onde morava e tocava farmácia -, e fundara um jornal com gráfica própria – O Tempo.

Em 1920 foi vereador e entre 1937 e 1939 prefeito de Barreiras, nomeado por Juracy Magalhães. Foi um dos responsáveis pela construção do primeiro aeroporto de Barreiras e do Projeto de Irrigação Barreiras/São Desidério.

Sobre o autor:
Antônio Oliveira é jornalista, radialista, escritor e editor de agronegócios na revista e site Cerrado Rural Agronegócios, com foco para a região do MATOPIBA; é um dos pioneiros da Rádio Barreiras, já tendo passado pela Rádio Vale e Líder FM; fundou e dirigiu por quase dez anos o jornal Folha de Barreiras. Ainda atua no jornalismo de agronegócio na região oeste da Bahia.

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