Nota de aborrecimento

Como brasileiro, orgulhoso pelo reconhecidíssimo futebol bonito e apurado no mundo todo, assistir no que já é comentado em todos os jornais, como a maior humilhação de uma seleção unicamente campeã cinco vezes na história das copas pode ter passado. Tudo bem que o nosso adversário não era qualquer time conhecido como zebras, era a […]

Em 11/07 de 2014

01Como brasileiro, orgulhoso pelo reconhecidíssimo futebol bonito e apurado no mundo todo, assistir no que já é comentado em todos os jornais, como a maior humilhação de uma seleção unicamente campeã cinco vezes na história das copas pode ter passado.

Tudo bem que o nosso adversário não era qualquer time conhecido como zebras, era a Alemanha: Um futebol que eu também considero tecnicamente mais arrumado, de passes e troca de passes mais precisos e que também, eu digo também, sabe respeitar seus adversários, independentemente se este não é um time de boa qualidade.

A seleção brasileira é o espelho da cultura e comportamento de grande maioria da população. Nós temos o hábito de julgar nosso próximo sem antes mesmo de conhecer, temos a mania de falar demais quando deveríamos observar mais, não respeitamos as pessoas (olha o comportamento que os alemães têm e nós não temos) e, o mais importante: Temos o costume enraizado de querermos ser (estereótipo) o que não somos. Se quisermos ser o melhor no que fazemos, independente da área, você tem de se dedicar, ter a humildade sempre e respeitar todos quem quer que seja. O que aconteceu com a nossa seleção foi isso: a autoconfiança demais junto com o pensamento de subestimar o adversário voltou e resultou no fracasso e impotência de reagir de forma a pelo menos diminuir o placar. Como nossa presidenta já comentou em um discurso há pouco tempo, um país se começa pela educação. Então, se você não sabe respeitar, ouvir e aceitar as diferenças você certamente vai ser tratado de uma maneira que não gostaria de ser tratado.

Torço pela mudança radical da nossa seleção, (e espero que também em nós Brasileiros, quem saiba), e que eles mudem para ainda melhor, como pessoas e também como profissionais.

Pedro Cunha – pedrocs01@gmail.com

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