Mitos e verdades sobre reposição hormonal masculina

Carla Santana Muitos mitos e verdades giram em torno da reposição hormonal masculina. A necessidade de repor testosterona a partir dos 50 anos de idade ou mais pode ser real para muitos homens, mas a maioria não sabe disso. Na verdade, a queda dos níveis deste hormônio pode acontecer desde os 30, a partir de […]

Em 08/10 de 2016

Carla Santana

mitos-e-verdades-sobre-reposicao-hormonal-masculina-01Muitos mitos e verdades giram em torno da reposição hormonal masculina. A necessidade de repor testosterona a partir dos 50 anos de idade ou mais pode ser real para muitos homens, mas a maioria não sabe disso. Na verdade, a queda dos níveis deste hormônio pode acontecer desde os 30, a partir de quando as taxas geralmente são reduzidas em até 2% ao ano. “Como esta queda é progressiva, alguns homens não percebem. Mas, a partir dos 50, o percentual de redução desse hormônio se intensifica muito”, destaca o urologista especializado em Andrologia, Francisco Costa Neto (CRM-BA 9264/ RQE 116427). Feita por gel, adesivos cutâneos ou injeções, a terapia de reposição feita sob orientação médica melhora a libido, ajuda na perda de peso e no aumento da densidade óssea.

Outra verdade ainda desconhecida por muitos homens é que a redução da testosterona ao longo do tempo pode causar alterações na função sexual, tais como disfunção erétil, diminuição do desejo sexual e até redução do tamanho dos testículos. A reposição hormonal pode corrigir esses problemas, além de combater distúrbios do sono, como insônia ou sonolência crescente provocados pela baixa de testosterona; reduzir a gordura corporal e aumentar a massa muscular, a força e a energia, sem prejuízo da saúde; elevar a motivação e a autoconfiança e aumentar a sensação de alegria e a disposição dos homens.

Vale destacar, porém, que a reposição incorreta e abusiva a que são submetidos muitos usuários de academia e atletas amadores pode prejudicar muito a saúde, ao causar insuficiência hepática e renal, infarto, trombose, AVC, queda de cabelo e infertilidade. “A reposição orientada por um especialista apenas devolve ao organismo a quantidade de testosterona ‘perdida’, ou seja, que deixou de ser produzida pelo organismo”, destacou Francisco Costa Neto. Para verificar se os níveis de testosterona estão normais ou se o homem precisa de reposição hormonal, é preciso avaliar a dosagem deste hormônio no organismo. “Esta avaliação que fazemos com frequência em nossa prática clínica é fundamental, sobretudo a partir dos 40 anos”, afirmou Neto.

Mitos – Existem muitos mitos espalhados por aí a respeito do assunto. Um deles é a afirmação equivocada de algumas pessoas de que a reposição de testosterona – prescrita adequadamente por um médico – causa câncer. “Esta informação é falsa, já que a reposição correta pode até proteger contra tumores. O risco de uma pessoa que faz reposição desenvolver algum tipo de câncer é o mesmo da população em geral”, destacou o diretor da Clínica do Homem.

Também é preciso esclarecer que a diminuição do hormônio masculino não é o fim da fertilidade, como muita gente pensa. Isso não passa de mito. Ao contrário do que acontece com as mulheres na menopausa, um declínio nos níveis de testosterona não significa infertilidade. Por fim, vale a pena desmitificar a afirmação de que apenas a reposição hormonal faz a testosterona voltar ao nível normal é um mito. Paralelamente à reposição, se esta realmente for necessária, o homem deve também adotar hábitos saudáveis de vida, tais como a prática regular de atividade física, a reeducação alimentar, o abandono do vício do cigarro e a adequação da vitamina D no organismo, por meio de exposição solar moderada ou suplementação.

Sobre a testosterona – A testosterona é responsável pelo desenvolvimento muscular na adolescência, além das características masculinas, como voz mais grossa e ativação do desejo sexual. Na vida adulta, uma de suas principais funções é o anabolismo ou capacidade de reconstrução muscular. Por isso, quedas na produção deste hormônio estão intimamente ligadas à diminuição da massa muscular.

Verdades
Verdade 1 – A redução da testosterona pode causar alterações na função sexual. Isso pode incluir disfunção erétil e diminuição do desejo sexual. Os testículos também podem se tornar menores. A reposição hormonal pode corrigir esses problemas.

Verdade 2 – A terapia de reposição hormonal ajuda a combater distúrbios do sono como insônia ou sonolência crescente provocados pela baixa de testosterona.

Verdade 3 – A reposição de testosterona feita para normalizar a quantidade deste hormônio reduz a gordura corporal e aumenta a massa muscular, a força, a densidade óssea e a energia, sem prejuízo da saúde (se prescrita e orientada por um médico).

Verdade 4 – A reposição hormonal masculina eleva a motivação e a autoconfiança, elevando a sensação de alegria e a disposição dos homens.

Verdade 5 – Os resultados da musculação são diretamente relacionados à queda na produção de testosterona. Durante a prática de exercícios por períodos muito prolongados, o corpo produz um hormônio opositor da testosterona, o cortisol, que faz com que a produção da testosterona seja reduzida.

Verdade 6 – A testosterona não é tomada em forma de pílula porque pode ser tóxica para o fígado. Como é facilmente absorvida pela pele, normalmente é vendida na forma de gel, passado diariamente na parte superior dos braços, ombro e abdômen. É possível também adquirir adesivos ou tomá-la por meio de injeções.

Mitos
Mito 1 – Dizer que a reposição de testosterona causa câncer de próstata é acreditar em um mito, já que a reposição correta pode até proteger contra tumores.

Mito 2 – Diminuição de hormônio masculino não é o fim da fertilidade, como muita gente pensa. Isso não passa de mito. Ao contrário do que acontece com as mulheres na menopausa, um declínio nos níveis de testosterona não significa infertilidade.

Mito 3 – A afirmação de que apenas a reposição hormonal faz a testosterona voltar ao nível normal é um mito. Paralelamente à reposição, se esta realmente for necessária, o homem deve também adotar hábitos saudáveis de vida, tais como a prática regular de atividade física, a reeducação alimentar, o abandono do vício do cigarro e a adequação da vitamina D no organismo, por meio de exposição solar moderada ou suplementação.

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