Luiz Razia sobe ao pódio com Suzuki Jimny em sua primeira participação no Rally dos Sertões

© EverSports 2015 Razia e navegador Eckel conquistaram o 5º lugar na categoria Super Production e se destacaram pela regularidade ao longo dos sete dias de disputa e também pela co nfiabilidade do modelo da montadora japonesa Luiz Razia completou com sucesso sua primeira participação no Rally dos Sertões no último sábado (8). A 23ª edição […]

Em 14/08 de 2015

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Razia e navegador Eckel conquistaram o 5º lugar na categoria Super Production e se destacaram pela regularidade ao longo dos sete dias de disputa e também pela co nfiabilidade do modelo da montadora japonesa

Luiz Razia e Luís Felipe Eckel subiram ao pódio com 5º lugar na Super Production | Foto: Gustavo Epifacio

Luiz Razia e Luís Felipe Eckel subiram ao pódio com 5º lugar na Super Production | Foto: Gustavo Epifacio

Luiz Razia completou com sucesso sua primeira participação no Rally dos Sertões no último sábado (8). A 23ª edição da segunda maior prova do off-road mundial foi cheia de novidades, com o prólogo e largada no asfalto do Autódromo de Goiânia e roteiro inédito em direção ao sul do país, com chegada em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Para o piloto baiano, que competiu ao lado do navegador Luís Felipe Eckel a bordo do Suzuki Jimny, o saldo foi muito positivo. A dupla subiu ao pódio ao conquistar o 5º lugar na categoria Super Production, e ficaram em 16º na classificação geral entre 40 carros.

“Completar minha primeira participação no Rally dos Sertões com um pódio foi ótimo, mais do que esperado até. Foi uma grande aventura, com muitos desafios e aprendizados, em que o objetivo principal era focar no desenvolvimento do Jimny. Foi muito legal o momento da chegada também, subimos na rampa com toda a equipe e comemoramos!”, disse Razia.

A competição teve um total de 2.917 quilômetros, sendo 1.487 de trechos cronometrados, e passou pelos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Um fato curioso é que Razia/Eckel foram uma das três duplas entre as 40 totais que não tomaram nenhuma penalização ao longo do percurso. “Meu navegador era muito bom. Toda noite estudávamos toda a planilha juntos, destacávamos as zonas de radares, então estávamos bem preparados para o roteiro do dia seguinte. Tivemos uma ótima sintonia e isso foi fundamental para o nosso bom resultado”, disse Razia.

Essa foi apenas a segunda participação do Suzuki Jimny no Sertões. Para a montadora japonesa, o objetivo era usar a prova como laboratório de testes para o desenvolvimento do carro, e a meta foi superada. “Os únicos carros que ficaram na nossa frente na categoria tinham o triplo da cavalaria do nosso carro. Chegamos ao fim de todas as etapas sem problemas, andamos bem forte, mas sempre com o risco controlado. Conversei bastante com o Marcelo (Mendes), que já tinha corrido no ano passado, e o carro melhorou muito, principalmente na suspensão, freio a disco, saltava melhor nas lombas e mata-burros”, explicou o baiano de 26 anos. A outra dupla da Suzuki, formada por Marcelo Mendes e Breno Resende, ficou com o 6º lugar na categoria.

23ª edição do Rally dos Sertões teve muitos saltos no percurso e a disputa começou com prólogo no Autódromo de Goiânia | Fotos: Victor Eleuterio/Marcelo Machado

23ª edição do Rally dos Sertões teve muitos saltos no percurso e a disputa começou com prólogo no Autódromo de Goiânia | Fotos: Victor Eleuterio/Marcelo Machado

“O legal é que todo dia nós conversávamos sobre o carro, víamos quais as peças que se desgastavam mais e precisam de um reforço. O carro se mostrou muito confiável, com uma boa longevidade, e atraiu o interesse de muitos competidores. Ainda falta um certo aperfeiçoamento, mas com certeza o propósito do carro foi cumprido. É um carro muito legal de guiar, com manutenção praticamente mínima e bem acessível”, comentou o baiano sobre o desenvolvimento do Jimny.

Com vasta experiência nas principais competições internacionais, como GP2, Fórmula 1 e Indy Lights, Luiz Razia falou sobre as principais dificuldades e aprendizados dessa aventura. “A minha maior dificuldade foi não andar 100% o tempo todo, pois é algo contraditório para os pilotos. Mas no Rally dos Sertões, o risco é muito grande, de sair da pista, sofrer algum acidente, ou ainda quebrar o carro. Então tivemos que cuidar do carro, pois são sete dias de muitos desafios e terrenos diversos. Tinham trechos sinuosos, muitas descidas com lombas.. É preciso saber dosar, se controlar, e isso é ainda mais difícil num carro que está apto para fazer tudo isso. Estava muito atento ao que o navegador me falava, ele me controlou bastante, especialmente em trechos que não conseguia ver direito, então foi muito bom.”

“O maior aprendizado foi competir com um carro 4×4, que tem uma guiada bem diferente, saber saltar da forma certa com o carro, passar por riachos, entre várias outras coisas. Foi uma experiência bem legal, e já estou ansioso para a próxima prova!”, completou Razia.

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