Licenciamento Ambiental é tema de palestra em Correntina

Hebert Regis | Nádia Borges | Araticum No último final de semana, cerca de 80 participantes do Centro Educacional de Correntina (CEC) participaram do I Ciclo de Palestras sobre Agronegócio, organizado juntamente com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA). O evento debateu temas como o mercado agrícola, crédito rural e desenvolvimento sustentável […]

Em 30/07 de 2014

Hebert Regis | Nádia Borges | Araticum

01No último final de semana, cerca de 80 participantes do Centro Educacional de Correntina (CEC) participaram do I Ciclo de Palestras sobre Agronegócio, organizado juntamente com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA). O evento debateu temas como o mercado agrícola, crédito rural e desenvolvimento sustentável na agropecuária. Os temas, selecionados pelos próprios estudantes dos cursos técnicos de Agronegócios, Agroecologia e Agropecuária puderam aliar temas ligados à prática com a teoria em sala de aula.

É o caso da palestra “Etapas Obrigatórias para o Licenciamento de um Empreendimento Rural” apresentada no sábado, 26, pelo engenheiro agrônomo Rogério Lustosa, que coordena a área ambiental do Grupo Mizote. Ele trouxe o exemplo da Fazenda Barra Velha, de propriedade do Grupo, localizada há 70 quilômetros da sede de Correntina, que está em fase de Licenciamento Ambiental, instrumento que garante o respeito à legislação ambiental durante o processo atualmente obrigatório para novos empreendimentos agrícolas. “Harmonizar o desenvolvimento econômico e social, bem como a preservação do meio ambiente é o objetivo do licenciamento ambiental”, afirmou.

Sobre a Fazenda Barra Velha, ele explicou que foram realizados estudos de Impacto Ambiental e gerado um relatório para avaliação do órgão ambiental. Com recomendação do estudo apresentado por pesquisadores e técnicos da área, a Fazenda Barra Velha vai manter um total de 36,26% de áreas protegidas, incluindo três corredores ecológicos para circulação da fauna dentro da propriedade até os rios. O projeto contempla a preservação de 20% da Reserva Legal, e das nascentes e margens de rios, em respeito à legislação ambiental, mas determinados segundo os estudos de conservação, para minimizar os impactos da atividade agrícola ao meio ambiente.

Segundo Lustosa, o projeto, baseado nos estudos que resultaram no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da propriedade, é uma referência para a região Oeste da Bahia, para compatibilizar o agronegócio com a preservação do meio ambiente.“O empreendimento não utilizará pivôs e nem retirará água dos rios da região para a irrigação, pois se trata de culturas de sequeiro”, disse.

Segundo o diretor de pesquisa e agronegócio da Aiba, Ernani Sabai, existe atualmente por parte dos agricultores ligados à instituição a preocupação pelo desenvolvimento sustentável e pelo respeito rigoroso às leis ambientais e trabalhistas. “A cada emprego direto, a atividade agrícola cria mais dois indiretos, o que transforma e traz um desenvolvimento econômico que reverte, a médio prazo, na qualidade de vida e acesso à mais saúde e educação pela população”

Evento – A palestra sobre Licenciamento Ambiental integrou o I Ciclo de Palestras sobre o Agronegócio em Correntina, que também contou na sua programação com a palestra “O potencial agrícola do Oeste da Bahia e sua influencia econômica no desenvolvimento do Estado”, com o economista e diretor de projetos e pesquisa da Aiba, Ernani Sabai. A gerente do Banco do Nordeste de Correntina, Ana Maria Pinto, falou sobre Microcrédito para agricultura familiar, e o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Barreiras, e diretor da Profissional Agronegócios, Adriano Lupinacci, finalizou o evento com o tema “Planejamento e Gerenciamento da Propriedade Rural”.

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