Laboratório da Abapa anuncia medidas obrigatórias para recebimento de amostras

Virgília Vieira | Ascom Abapa Conforme revisão da Instrução Normativa nº 63, do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os Laboratórios da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), definiu que somente aceitarão amostras para classificação que atendam as especificações de tamanho e peso. Também foi definido que em relação ao fornecimento do romaneio […]

Em 01/06 de 2015

Virgília Vieira | Ascom Abapa

As novas regras estão válidas para o recebimento das amostras dessa safra 2014/2015 | Foto: Divulgação

As novas regras estão válidas para o recebimento das amostras dessa safra 2014/2015 | Foto: Divulgação

Conforme revisão da Instrução Normativa nº 63, do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os Laboratórios da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), definiu que somente aceitarão amostras para classificação que atendam as especificações de tamanho e peso. Também foi definido que em relação ao fornecimento do romaneio das amostras de algodão em arquivo TXT (documento no qual estão relacionados todos os números de fardos que compõem na mala), atendendo ao layout especifico para importação no software.

Segundo o gerente de laboratório da Abapa, Sérgio Brentano, essas mudanças trarão benefícios e agilidade para o processo de classificação. “No caso das amostras fora do padrão, temos como consequência, a influência negativa uma vez que pode ocorrer alteração no resultado do Color Grade (Parâmetro Equivalente a Classificação Visual). Já no caso do romaneio, teremos mais agilidade nos processos do Laboratório, contribuindo para um prazo menor no envio dos resultados, e na classificação visual, permitirá o registro no software e gerando relatórios de qualidade”, afirmou.

Padronização das amostras – Sérgio explica que em relação à padronização das amostras, a uniformidade no tamanho das amostras é essencial para o processo de condicionamento, sendo a climatização de suma importância nas análises em HVI. “As amostras com dimensões variadas dificultam a uniformidade no regain (percentual da umidade na amostra em relação à base seca) em todas as amostras, consequentemente podendo existir variações nos resultados, o que prejudicaria o produtor em termos de qualidade. Outro ponto relevante é o objetivo do Laboratório da Abapa, de se credenciar junto ao Mapa, e a padronização das amostras é um dos requisitos cobrados na certificação”, afirma.

De acordo com a revisão da instrução normativa nº 63 do Mapa, para realizar a classificação tecnológica e a classificação visual/manual, “cada fardo será cortado em dois lados opostos e deverá ser retirada uma subamostra de cada lado de, no mínimo, 150 gramas, totalizando 300 gramas e gerando duas subamostras representativas do fardo. Cada uma destas subamostras será partida ao meio no sentido longitudinal e adicionada à metade da retirada do outro lado do fardo, formando assim duas amostras, uma amostra para classificação tecnológica e uma amostra para classificação visual/manual. Cada amostra terá um tamanho mínimo variando de 25 a 30 centímetros de comprimento, 13 a 15 centímetros de largura, 8 a 13 centímetros de espessura (profundidade) e 150 gramas de massa no mínimo”, diz a instrução.

Arquivo TXT – Sobre o fornecimento do romaneio das amostras de algodão, este deverá ser em arquivo TXT, atendendo ao layout especifico para importação no software, no momento da entrega das malas de algodão para classificação nos laboratórios da Abapa. “O não fornecimento deste arquivo implicará em cobrança adicional no valor da tabela atualmente praticada. “No processo de comercialização e disponibilização do algodão, exige-se que o certificado da classificação instrumental esteja com a identificação, de acordo com a dos fardos entregues no lote. Devido a enorme incidência de divergência na identificação dos fardos relacionados nos romaneios, e o alto número de recebimento de amostras, faz-se necessário automatizar o processo de conferência através do arquivo TXT”.

O Sistema SAI (Sistema Abrapa de Identificação) não permite que um único fardo tenha mais de um resultado, dessa forma o software não aceita a importação em duplicidade de fardos, causando diversos transtornos para o laboratório e para o produtor devido aos erros no processo de montagem da mala. “Assim iremos reduzir o número de divergências entre o certificado de classificação instrumental e fardos entregues no lote. Já no processo de recebimento das amostras no laboratório, o software automaticamente identifica a duplicidade de fardos, possibilitando a Usina de Beneficiamento reparar o erro antes da análise instrumental. No processo de conferência, o software automaticamente verifica possíveis divergências de identificação entre os fardos analisados e com a numeração do arquivo TXT”, finalizou Brentano.

As novas regras estão válidas para o recebimento das amostras dessa safra 2014/2015. Em caso de dúvidas, ligue para 773639 9000 (fala com Sérgio ou Renato).

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