Falar com as paredes…

Ou até mesmo deixar que elas nos digam…  Até mesmo o que não gostaríamos de ouvir. Quantas vezes não somos pegos falando sozinhos. E quando nos perguntam o que é isso, dizemos que estamos falando com as paredes. Para alguns estamos mesmo é em começo de delírio. Mas não é! Trata-se simplesmente de contar o […]

Em 25/03 de 2014

01Ou até mesmo deixar que elas nos digam… 

Até mesmo o que não gostaríamos de ouvir.
Quantas vezes não somos pegos falando sozinhos.
E quando nos perguntam o que é isso, dizemos que estamos falando com as paredes.
Para alguns estamos mesmo é em começo de delírio.
Mas não é!
Trata-se simplesmente de contar o que não temos coragem de revelar a ninguém.
O que nem nós mesmos conseguimos entender é o por quê?
E o pior de tudo.
Elas nos respondem e por falta de atenção, não as entendemos.
Mas apesar de tudo sãos as mais fiéis confidentes.
Desde que claro, do outro lado não estejam ouvidos indiscretos e menos confiáveis.
Fazemos planos, falamos de projetos, frustrações, amores, desejos, paixões, de vida e morte.
Falamos de tudo.
Até mesmo de saudades e vontades.
Do ontem, do hoje e do amanhã.
Nelas buscamos ecos aos nossos medos, aos nossos sonhos.
Em algumas vezes pretendemos até mesmo que resolvam tudo para nós.
E somos capazes de socá-las se a resposta não vier rápida, imediata.
Algumas até sofrem ameaçadas de que alguém lhes bata com a cabeça de outro para que este entenda alguma coisa.
Não se pode dizer que fiquem simplesmente alheias a tudo.
Mesmo porque se formos bem sinceros, elas são os espelhos de nossas almas.
De nossos corações, sentimentos, espirito.
As cores que nelas colocamos refletem nosso momento.
E normalmente depois pensamos que outra cor teria ficado mais bonita.
Até mesmo as enchemos de fotos, quadros, e milhares de outros penduricalhos.
Servem em muitos casos para marcar nosso narcisismo ao colocarmos nelas grandes espelhos.
Para que reflitam sempre nossa imagem.
Nem imaginamos que nos refletem sempre.
Não nos vemos porque jamais paramos para nelas nos ver.
Para delas nos ouvir. Porque de repente, nos julgamos também meio malucos.
Poucos sabem como é bom.
Falar com as paredes…

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