Espanha recupera mais de 52 mil infectados pelo covid-19

Espanha continua na planície, o perigo de contaminação é muito maior

Em 09/04 de 2020

Sandra Cristina | Correspondente na Espanha

Com esses dados, Espanha continua na planície, mesmo com 683 mortos e estando nesse ponto, segundo especialistas, o perigo é muito maior de contaminação.

Na última roda de imprensa hoje de manhã, vários membros do governo deram informações, a primeira foi a secretaria de transportes que apelou para a responsabilidade e compromisso pessoal para “manter a distância nas estações de trem e dentro do mesmo”. Falou da importância dos trens medicalizados, que ontem foi testado com êxito. Informou ainda que entre segunda e terça-feira da semana passada, foram distribuídas mais de 200 mil máscaras entre o pessoal de transportes e mais 200 mil somente ontem, num total de 400 mil máscaras. Informou ainda que foram repatriados 21 mil espanhóis e que está previsto para repatriar mais 3 mil “algo que se seguirá fazendo enquanto haja espanhóis fora do país”.

Ao intervir o subdiretor general de logística da Polícia Nacional afirmou que “nem o estado de alarme e nem o confinamento, afetarão a luta contra a violência e gênero”, casos que aumentaram consideravelmente pela obrigação de confinamento bem como o abuso contra menores.

Outra preocupação da polícia é com os ciberdelinquentes, um setor que já soma com 84 detenções.

Já a Policia Civil informou que até o momento foram registradas 170 mil infrações de desobediência ao confinamento, 6.300 denúncias e 29 prisões. O uso de helicóptero e drones está sendo crucial para desenvolver esse trabalho.

Os hospitais colocam em andamento um plano para medicar 700 mil pacientes em casa

De todos os grupos com possíveis desculpas para não ficarem em casa, os de enfermos geralmente crônicos, que necessitam ir a um hospital para buscar medicamento que não estão à venda em farmácias, são os especialmente vulneráveis. São umas 700 mil pessoas, segundo calcula a Sociedade Espanhola de Farmácia Hospitalar que pela primeira vez toma a atitude de levar os remédios em seus domicílios.

Se trata, a maioria, de pessoas com HIV, hepatites, escleroses múltipla, transplantados e com tratamento contra o câncer. Esses pacientes, conforme já falamos, não encontram suas medicinas em farmácias comuns devido à complexidade de controle dos tratamentos e as doses precisas dos mesmos. São pacientes que, mais do que nunca, devem estar em casa por suas baixas imunidades e que são alvos fáceis para o covid-19.

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