Corte de verbas do MEC inviabiliza custeio da UFOB

A Reitoria reafirma seu compromisso na defesa intransigente da recomposição de seu orçamento e informa que agendará reunião com o MEC para tratar do assunto na tentativa de reverter os cortes ocorridos nos recursos Na última semana, a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), assim como as demais instituições federais de ensino superior do […]

Em 14/05 de 2019

A Reitoria reafirma seu compromisso na defesa intransigente da recomposição de seu orçamento e informa que agendará reunião com o MEC para tratar do assunto na tentativa de reverter os cortes ocorridos nos recursos

Na última semana, a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), assim como as demais instituições federais de ensino superior do País, sofreu um bloqueio de 33,2% dos recursos orçamentários para custeio e investimento. Com isso, o total de recurso contingenciado chega a quase 12 milhões de reais.

Procurada pelo Falabarreiras, a Reitora da UFOB, Iracema Veloso, relatou que o contingenciamento de recursos compromete e coloca em risco, não somente as ações administrativas, como também impacta o funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

“O bloqueio orçamentário dos recursos discricionários, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC), afetará todas as ações da UFOB, mais fortemente a capacitação de servidores, o fomento às atividades de graduação, pós-graduação, ensino, pesquisa e extensão; e recursos de investimento utilizados para aquisição de livros, equipamentos e realização de obras”, afirma a Reitora.

Questionada sobre como a Universidade agirá diante da situação e se existe algum tipo de articulação nas instituições federais frente a esse corte, destacou: “Primeiro, vamos buscar o diálogo com o MEC para que possamos recompor nosso orçamento em 2019 e seguir com o compromisso com a educação pública de qualidade. Contudo, caso o bloqueio persista, ações de contingência precisarão ser tomadas. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) está articulando ações junto a parlamentares e ao Ministério da Educação para tratar da reversão do bloqueio orçamentário e de outros temas em defesa da valorização das Universidades”, disse Iracema.

Em relação ao que de fato pode mudar na vida do estudante, frisou: “O bloqueio em vigência trará graves consequências e, se mantido, inviabilizará o funcionamento da UFOB a partir da metade do segundo semestre deste ano. Os recursos contingenciados são utilizados para pagamento de água, luz, contratos de empresas terceirizadas, responsáveis por limpeza, vigilância, manutenção, dentre outras despesas de serviços essenciais ao funcionamento administrativo e acadêmico da Instituição”, finalizou a gestora.

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