Com reforma da Previdência em risco, governo estuda fim do abono salarial

Adriana Fernandes | O Estado de S.Paulo Benefício anual, que é pago a trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, custará aos cofres federais cerca de R$ 17 bilhões neste ano Se a votação da reforma da Previdência naufragar no Congresso Nacional, a equipe econômica já trabalha com uma alternativa para cortar despesas e garantir […]

Em 01/07 de 2017

Adriana Fernandes | O Estado de S.Paulo

Benefício anual, que é pago a trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, custará aos cofres federais cerca de R$ 17 bilhões neste ano

Para a equipe econômica, o abono salarial, criado há 46 anos, não se justifica mais | Foto: Dida Sampaio/Estadão

Se a votação da reforma da Previdência naufragar no Congresso Nacional, a equipe econômica já trabalha com uma alternativa para cortar despesas e garantir o cumprimento do teto de gastos e a volta de superávits primários nas contas públicas. A ideia é acabar com o pagamento do abono salarial.

O benefício, que é pago anualmente aos trabalhadores inscritos no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e que têm rendimento médio mensal de até dois salários mínimos, custará R$ 17 bilhões neste ano. Tradicionalmente, era pago de julho a outubro para todos os 22 milhões de trabalhadores que têm direito. Desde 2015, porém, o governo da ex-presidente Dilma Rousseff dividiu o pagamento em duas etapas, como forma de diluir o custo.

O benefício também passou a ser pago proporcionalmente ao tempo de serviço, de maneira semelhante ao 13.º salário – ou seja, atualmente varia de R$ 78 a R$ 937. O custo político do fim do abono salarial, porém, seria bem alto, uma vez que seus beneficiários são a camada mais pobre da população.

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