Bahia potencializa cadeia produtiva da abelha através da pesquisa

Viviane Cruz | Ascom Seagri As pesquisas produzidas no Laboratório de Abelhas (LABE), do Centro Tecnológico da Agropecuária do Estado da Bahia (Cetab), potencializam a cadeia produtiva do mel na Bahia, evidenciando a forte tendência para agroindustrialização dos produtos das abelhas e a ampla receptividade no mercado. Esses produtos são de origem natural e extremamente […]

Em 05/09 de 2015

Viviane Cruz | Ascom Seagri

Bióloga Marília Melo | Foto: ©Heckel Júnior

Bióloga Marília Melo | Foto: ©Heckel Júnior

As pesquisas produzidas no Laboratório de Abelhas (LABE), do Centro Tecnológico da Agropecuária do Estado da Bahia (Cetab), potencializam a cadeia produtiva do mel na Bahia, evidenciando a forte tendência para agroindustrialização dos produtos das abelhas e a ampla receptividade no mercado. Esses produtos são de origem natural e extremamente nutritivos, a exemplo do pólen de abelhas, que possui grande concentração de proteína, com potencial para ser utilizado pela indústria de suplementação alimentar. Os estudos com o mel, o pólen, o própolis e o extrato de própolis, comprovam diversas propriedades farmacológicas, atraindo também a atenção de indústrias como as de medicamentos e cosméticos.

“A Bahia tem potencial para produzir em larga escala todos os produtos das abelhas, porque possui mercado e demandas que emergem das indústrias. Os resultados das pesquisas realizadas no Cetab incentivam a produção com qualidade e o consumo desses produtos pela população baiana. Existem trabalhos acadêmicos produzidos no laboratório e publicados, que comprovam que o pólen possui propriedades antioxidante, cardiotônicas, entre outras”, explicou a bióloga, responsável pelo LABE Marília Melo, ressaltando que o mel e o própolis são comumente utilizados em tratamentos de doenças de medicina alternativa.

Mel de abelhas | Foto: ©Heckel Júnior

Mel de abelhas | Foto: ©Heckel Júnior

Na Bahia, a produção mais comum é de abelhas do tipo Apis Mellifera, introduzida no Brasil ainda no período colonial. No entanto, a criação de abelhas nativas, as Meliponas, mais conhecidas como abelhas sem ferrão (ASF), ainda é pouco difundida no Estado, apesar de possuir grande potencial no mercado, com mais de 300 espécies identificadas no País, de grande importância ecológica e pela qualidade dos seus produtos. Com as pesquisas realizadas foi possível conduzir projetos no sentido de valorizar a tradição de produzir essa espécie. “A Apis tem capacidade de adaptação em ampla diversidade de ambientes e produz grande quantidade de mel, por isso os produtores se sentem mais atraídos a criá-las, mas o mel da abelha sem ferrão, além de possuir valor agregado muito maior na comercialização dos produtos das abelhas, tem grande potencial de mercado”, afirmou Marília Melo.

A farmacêutica Alvanice Lins, subchefe do Cetab, defendeu recentemente em sua dissertação de mestrado que “o pólen das abelhas sem ferrão é um produto natural que vem se destacando por suas propriedades terapêuticas e nutricionais”. O estudo teve o objetivo de determinar o teor de compostos fenólicos (grupo de antioxidantes que combatem o envelhecimento celular – radicais livres), flavonoides (compostos químicos que possuem diversos benefícios para a saúde do corpo humano) e o potencial antioxidante das amostras de pólen de abelha Melipona scutellaris, oriundas de meliponários localizados no Litoral Norte da Bahia, além de avaliar a aceitabilidade como suplemento alimentar.

Laboratórios Seagri |  Foto: ©Heckel Júnior

Laboratórios Seagri | Foto: ©Heckel Júnior

O laboratório
O laboratório de abelhas oferece serviços de análises físico-química de méis e pólen, com baixo custo, sendo que própolis e extrato de própolis está em fase de implantação. Além disso, realiza também pesquisas sobre a caracterização físico-química, nutricional e terapêutica de produtos das abelhas e desenvolve tecnologia para o beneficiamento por refrigeração para mel e pólen, com baixo custo.

O LABE possui norma de qualidade NBR/ISO 17025, sendo habilitado a emitir laudos de análises de mel. Após entrega do laudo, o laboratório está à disposição dos produtores para maiores esclarecimentos e possíveis soluções de eventuais problemas encontrados no produto, explica a bióloga do Cetab, Silva Petitinga. As análises atendem a oito parâmetros exigidos pelo Ministério da Agricultura (MAPA), identificando por meio das análises físico-químicas os teores de umidade, acidez, Hidroximetilfurfural (HMF), sólidos e atividade diástica.

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