Azul ameaça cancelar voos para Barreiras

RB | Nova Fronteira Durante o encontro do turismo “Fórum Panrotas”, realizado nessa quarta-feira, 25, em São Paulo, o presidente da Azul, Antonoaldo Neves disse que o fato de o programa de aviação regional não ter sido lançado torna a conjuntura da aviação comercial mais desafiadora. “Os subsídios iriam manter rotas que podemos vir a […]

Em 26/03 de 2015

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Foto: Reprodução

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Durante o encontro do turismo “Fórum Panrotas”, realizado nessa quarta-feira, 25, em São Paulo, o presidente da Azul, Antonoaldo Neves disse que o fato de o programa de aviação regional não ter sido lançado torna a conjuntura da aviação comercial mais desafiadora. “Os subsídios iriam manter rotas que podemos vir a cancelar”, disse o executivo, citando como exemplo a rota para Barreiras, no Oeste da Bahia. “Já não estou mais conseguindo voar para Barreiras”, declarou.

O quadro atual de demanda fraca está levando as companhias aéreas a lançarem mão de promoções de preços como forma de atenuar perdas e não como estratégia de marketing ou ferramenta comercial. “Promoção hoje não é estratégia; é sobrevivência”, disse o presidente da Azul.

O executivo afirmou que a fraca demanda atual pode levar a companhia a reduzir a oferta. Por enquanto, a empresa está operando com receitas menores – com menor yield, que é quanto a empresa recebe por cada passageiro em média por quilômetro voado. “Estamos analisando semanalmente a nossa malha”, disse Antonoaldo.

Ele afirmou que a Azul precisa de 90 dias de antecedência para revisar a malha aérea. Neste mês, a companhia anunciou a retirada das cidades de Araguaína (GO) e Campina Grande (PB) da malha.

O presidente da Azul afirmou que o quadro pode piorar se o governo retirar mesmo a desoneração de tributos trabalhistas, elevando a 2,5% a taxação sobre a folha do setor.

Segundo o presidente da Azul, a retração da demanda neste ano é tão severa que torna menor o impacto positivo de subsídios que o setor receberia caso o programa de aviação regional estivesse em vigor. “Os subsídios não seriam nem 20% do que estamos deixando de ganhar com a queda da demanda”, afirmou o presidente da Azul.

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