Atleta baiano vai a Campeonato Mundial de jiu-jitsu em Abu Dhabi, com apoio da Sudesb

O lutador de jiu-jitsu, Igor Nogueira, 22 anos, embarcou na manhã da terça-feira (17), para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, para a disputa do mundial Grand Slam Jiu-Jitsu, que será realizada nos dias 20 e 21 de abril. Igor será o único atleta baiano, com Transtorno do Espectro do Autismo, que vai participar do torneio […]

Em 23/04 de 2018

O lutador de jiu-jitsu, Igor Nogueira, 22 anos, embarcou na manhã da terça-feira (17), para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, para a disputa do mundial Grand Slam Jiu-Jitsu, que será realizada nos dias 20 e 21 de abril. Igor será o único atleta baiano, com Transtorno do Espectro do Autismo, que vai participar do torneio internacional. O atleta viajou com apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia do Trabalho, Emprego e Esporte (Setre), que disponibilizou para Igor e sua mãe, as passagens de ida e volta.

“Estou muito feliz e orgulhoso. Mesmo ansioso, eu busquei focar nos treinos para conseguir um bom resultado no mundial”, disse Igor Nogueira. Mas, para conseguir a vaga, ele passou por algumas etapas vitoriosas. A primeira foi o Grand Slam, no Rio de Janeiro, quando conquistou o ouro. Na segunda etapa, Igor garantiu a medalha de prata, em Guarapari, no Espírito Santo e a vaga para disputar o mundial.

Para Marleide Nogueira, mãe do atleta, acompanhar o filho numa competição no exterior era algo impensável. “Se eu voltar no tempo, não imaginaria meu filho nesta condição de atleta. Para mim é uma felicidade muito grande. Igor me ensinou a ter fé e acreditar que o autista pode chegar muito além do que imaginamos, muito além de um pódio e das suas limitações. Quero agradecer a Sudesb, que tem nos apoiado muito não só nesta viagem, mas em outras que ele já participou”, finaliza.

Sobre o atleta
Igor Nogueira conheceu o jiu jitsu em 2013, quando recebeu o convite do instrutor Marcelo Vidal, para participar de uma aula. “Ele era totalmente dependente, tinha dificuldade motora, ficava preso nas limitações do transtorno do espectro autista, tinha gestos repetitivos muito intensos. Era um jovem que tinha muitas limitações impostas pelo transtorno. Graças ao esporte, meu filho tem mais atenção, mais foco e raciocínio lógico”, explicou Marleide.

Fonte: Ascom Sudesb | Fotos: Joo Ubaldo

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