Aiba solicita redução dos custos de energia elétrica ao ministério da Agricultura

Rassana Milcent | Ascom Aiba O presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, se reuniu com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, no dia 14 de agosto, durante uma visita de trabalho dela em Salvador. Na ocasião, Busato solicitou a implantação de uma base avançada da Embrapa Algodão no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da […]

Em 19/08 de 2015

Rassana Milcent | Ascom Aiba

Foto: Ascom Aiba

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O presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, se reuniu com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, no dia 14 de agosto, durante uma visita de trabalho dela em Salvador. Na ocasião, Busato solicitou a implantação de uma base avançada da Embrapa Algodão no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, e a retirada da bandeira vermelha para a irrigação que onerou as contas de alguns produtores em até 300%.

Segundo Busato, a adoção da bandeira vermelha aumentou muito os custos de produção dos agricultores irrigantes. Ele lembrou que, durante a Bahia Farm Show 2015, entregou um documento à ministra com o detalhamento de algumas contas de produtores do oeste da Bahia. Kátia Abreu se mostrou empenhada em resolver o problema e informou que já estava agendada, para o dia 17, uma reunião com o diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Donizete Rufino, para tratar do assunto.

A reunião aconteceu em Brasília, na última segunda-feira, e ficou acertado que os técnicos do Mapa e da Aneel levantarão o consumo de energia elétrica dos principais municípios produtores e o impacto da bandeira vermelha no custo final da agricultura irrigada.

O diretor-geral da Aneel informou a abertura de uma audiência pública sobre uma proposta que ajusta o valor da bandeira vermelha de R$ 5,50 para R$ 4,50 (por cada 100 kWh), redução de 18%. A proposta ainda está em discussão e deverá ser aprovada pela agência para ter validade. (com informações da Ascom Mapa)

PREÇOS E PESQUISA
Sobre a instalação de uma unidade de pesquisa da Embrapa Algodão no oeste baiano, Busato justificou que a região é a segunda maior produtora do país, com uma capacidade instalada de máquinas e beneficiadoras para processar 500 mil hectares, número que deve dobrar nos próximos anos com a crescente produtividade e qualidade da fibra produzida na região. A unidade de pesquisa, que ficaria sediada no município de Luís Eduardo Magalhães, também poderia servir a todo o Matopiba.

“A instalação da Base Avançada da Embrapa Algodão, com sua estrutura física e equipe de pesquisadores, irá promover uma aproximação entre agrônomos, técnicos e estudantes das universidades locais, proporcionando uma melhoria da cultura e a rápida solução de problemas”, disse Busato. A ministra solicitou um ofício requerendo a base avançada da Embrapa para a região.

Na ocasião, ainda, o presidente da Aiba informou à ministra que o preço do milho está acima do preço mínimo médio de R$21,50 por saca e que deverá continuar assim, uma vez que o estado do Mato Grosso já comercializou e vai exportar cerca de 70% de sua safra sendo favorecido pela alta do dólar, benefício que também se estenderá às exportações de milho do Paraná. Assim, os preços deverão se manter estáveis. Diante deste cenário, ele reforçou a necessidade da implantação de um armazém público da Conab na região. A ministra informou que a obra está em fase de licitação pelo Banco do Brasil.

Júlio Busato elogiou o trabalho da ministra à frente da pasta da Agricultura, sempre muito atenta e dedicada às necessidades do setor e a convidou para participar da primeira etapa do Circuito Matopiba de Armazenagem que será realizado no dia 26 de agosto, a partir das 8h, no Hotel Saint Louis, em Luís Eduardo Magalhães. O evento, realizado pela Aiba e pela Conab, é uma oportunidade para se discutir a realidade da armazenagem na região que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

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