Dinheiro, para que dinheiro?

Já pensou? Você receber neste exato momento o aviso de que ganhou em uma loteria a quantia de 100 milhões de determinada moeda! Que delícia, não? Todos os problemas resolvidos, adeus às preocupações, finalmente chegou a sua vez. Passado o primeiro impacto e o alegre desnorteamento, é preciso tomar rápidas providências para aproveitar, proteger e […]

Em 02/10 de 2013

teste-internoJá pensou? Você receber neste exato momento o aviso de que ganhou em uma loteria a quantia de 100 milhões de determinada moeda! Que delícia, não? Todos os problemas resolvidos, adeus às preocupações, finalmente chegou a sua vez. Passado o primeiro impacto e o alegre desnorteamento, é preciso tomar rápidas providências para aproveitar, proteger e aumentar o que agora é seu.

As providências deverão seguir a seguinte ordem: 1) desaparecer para um local onde ninguém o encontre, 2) não atender ligações de parentes e amigos, próximo ou distante, dado que “não dá pra confiar nesse povo interesseiro”; 3)Correr incógnito para aplicar o dinheiro, pois ele pode render milhares de outros por dia e ficar parado é arriscar-se a empobrecer; 4) contratar segurança para você e família, junto com carros blindados; 5) Mudar de casa indo par um lugar distante, com grades, guaritas e fossos. Aí sim, bom proveito!

Dizem por aí, dinheiro não é tudo! Dinheiro não traz felicidade! Importa pouco; quase todo mundo quer arriscar pra ver se, de fato, esses ditados são verdadeiros. As justificativas são inúmeras; dinheiro, dizem muitos, não cheira, nem fede.

A sedução obsessiva pelo dinheiro é tamanha que a atração que exerce independe de apelos eróticos, como acontece com outras mercadorias na nossa sociedade.

Para o amor, porém, tem uma valia relativa; amor de verdade (seja ele maternal, filial, por uma pessoa, por um lugar, pelo sagrado) dele não dependem para existir, a tal ponto que opomos com veemência a ligação entre o amor e dinheiro, desconfiando sempre da suposta relação amorosa na qual o dinheiro seja o visgo ou o fermento. Amor assim é entendido como falso amor, por ser interesseiro e hipócrita, movido pelo monetário e maculado pela falta daquelas que são as mais fortes marcas amorosas.

Românticos e piegas dizer isso? Não tem importância; para além de qualquer filosofia, todo mundo entende quando, desde o final dos anos 60, Martinho da Vila canta: “dinheiro pra que dinheiro, se ela não me dá bola, na casa de batuqueiro quem fala alto é viola”. Subentende-se que, ali, dinheiro nada vale, a viola é tudo.

“As Pessoas alegres fazem mais loucuras de que as pessoas tristes, porém as loucuras das pessoas tristes são mais graves”.

Deve-se combater a ignorância lendo e estudando.

C. Medrado
medrado@falabarreiras.com

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