Lula pede juízo a “companheiros” na Bahia para sucessão

Por: Donaldo Gomes O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu juízo aos secretários estaduais da Casa Civil, Rui Costa, e do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, dois dos quatro pré-candidatos do PT à sucessão do governador Jaques Wagner no ano que vem. Ao se despedir das autoridades que o acompanharam na visita à fábrica da […]

Em 25/11 de 2013

Por: Donaldo Gomes

Wagner e Lula conversam durante visita à fábrica da Itaipava em Alagoinhas
Wagner e Lula conversam durante visita à fábrica da Itaipava em Alagoinhas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu juízo aos secretários estaduais da Casa Civil, Rui Costa, e do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, dois dos quatro pré-candidatos do PT à sucessão do governador Jaques Wagner no ano que vem.

Ao se despedir das autoridades que o acompanharam na visita à fábrica da Itaipava em Alagoinhas, Lula chamou Rui e pediu: “Olha, você e o Gabrielli precisam ter juízo nesta disputa”.

Foi a única alusão do ex-presidente da República ao processo de sucessão estadual. Apesar de ter citado o amigo Gabrielli por três vezes durante o discurso, Lula não disse qual dos quatro pré-candidatos baianos tem a preferência dele.

O senador Walter Pinheiro e o ex-prefeito de Camaçari Luiz Caetano também integram a lista.
A preocupação do ex-presidente ao pedir juízo é de evitar uma briga pela indicação do partido entre os pré-candidatos, “que são dois amigos dele”, traduziu o governador.

“O que ele quis dizer é que no partido que está mudando a Bahia e o Brasil todos têm legitimidade para pleitear, mas devem colocar a unidade em torno do projeto político acima das suas pretensões. Foi como ele disse para mim, ‘aqui você comanda o processo e o meu apoio é total à decisão que você e o partido tomarem”, disse Wagner.

O governador afastou a possibilidade de uma briga entre ele, o ex-presidente Lula e a presidente da República, Dilma Rousseff. “Eu já externei para eles o que eu penso do processo. Aqui é impossível ter ruídos, são 35 anos de caminhada junto com ele e 10 com ela”, afirmou.
Wagner admitiu ainda que o partido poderá escolher o nome do candidato à sucessão após o dia 30 deste mês, como está previsto, caso não haja consenso em torno de um nome.

“Consenso pode não ser a palavra correta. Eu acredito na unidade. Ninguém vai deixar de querer. As pessoas podem ser convencidas por argumentos e a gente pode fazer o anúncio no dia 30. Se não for possível, vamos ter que ir para o encontro estadual do partido”, afirmou.

Caso haja necessidade de realizar o encontro, o desejo do governador é que o mesmo seja realizado em dezembro. “Enquanto a gente não tiver uma decisão, os quatro nomes continuam. Caetano anunciou uma plenária de retirada do nome dele. Vamos ver, amanhã (neste sábado, 23) tem uma plenária de Pinheiro e vamos ver como é que ele se posiciona”, disse.

Defesa do projeto
O ex-presidente Lula aproveitou as quase 5 mil pessoas que estavam na plateia durante a inauguração da fábrica do Grupo Petropolis em Alagoinhas para defender o legado do PT no Brasil.

“Não se pode esquecer do dia de ontem. Há dez anos, o Brasil tinha um PIB (Produto Interno Bruto) de 550 bilhões de dólares. Hoje nós temos um volume de riquezas de 2,4 trilhões de dólares”, destacou o ex-presidente.

Depois de citar inúmeras realizações do governo nos últimos anos, fez questão de ressaltar que o partido ainda pode fazer mais pelo Brasil.

“Nós éramos a 10ª economia do mundo, hoje somos a 6ª. Assim que chutarmos a França, alcançaremos a 5ª colocação. Isso tudo em apenas 10 anos. Imagine tudo o que a gente ainda pode fazer daqui para a frente”, disse.

Lula ressaltou o aumento no volume de investimentos realizados na Petrobras, que vem recebendo críticas de partidos de oposição.

“A Petrobras tinha um volume de investimentos anuais de 8 bilhões de dólares e agora tem 43 bilhões de dólares”, afirmou.

O ex-presidente atribuiu as mudanças ao foco que os governos dele e o da presidente Dilma Rousseff deram aos mais pobres. “A gente descobriu que os pobres deste país, que os governos anteriores ao nosso viam como problema, são a solução para o Brasil”, disse.

Fonte: A Tarde

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