Kelly Magalhães cobra da SSP solução para o caso Lisbete

Por: Angela Natsumi (DRT-BA 2065) Dez anos se passaram desde o brutal assassinato da jovem Lisbete Cerqueira da Silva, em Barreiras, oeste da Bahia, e o crime continua sem solução. Em audiência, na manhã desta quarta-feira (2), com o secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa, a deputada Kelly Magalhães (PCdoB) cobrou a reabertura do […]

Em 03/10 de 2013

Por: Angela Natsumi (DRT-BA 2065)

teste-internoDez anos se passaram desde o brutal assassinato da jovem Lisbete Cerqueira da Silva, em Barreiras, oeste da Bahia, e o crime continua sem solução. Em audiência, na manhã desta quarta-feira (2), com o secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa, a deputada Kelly Magalhães (PCdoB) cobrou a reabertura do caso para que os autores desta barbárie sejam identificados, julgados e devidamente punidos.

Segundo Kelly, a mãe de Lisbete, a cabeleireira Maria Bethânia da Silva Santos, afirma que a dor da perda da filha de forma tão cruel é muito grande e que a impunidade só faz aumentar este sofrimento. “Faço um apelo ao secretário, em nome desta mãe que clama por justiça até hoje e nunca desistiu da luta”, disse a parlamentar.

A deputada ressalta que este é apenas um dos casos de violência contra a mulher sem solução não somente no Brasil, mas em todo o mundo. “Um assassinato com requintes de crueldade não pode cair no esquecimento. Não podemos deixar os autores desta atrocidade impunes. Precisamos continuar lutando para acabar com a violência”, declarou.

No dia 29 de agosto de 2003, a estudante Lisbete, 22 anos, foi ao colégio, onde estudava à noite, e nunca mais voltou para casa. Ela teria sido morta no dia seguinte, um sábado, por volta das 4h30, na serra do aeroporto, espancada, estuprada e asfixiada.

A jovem teve três costelas fraturadas, que chegaram a atingir órgãos internos, como o fígado e o pulmão, além do rosto, braços, tórax, pernas e pescoço queimados por ácido. O laudo apontou morte por estrangulamento mas as investigações não avançaram. Segundo declarações da polícia civil à imprensa local, os motivos seriam a falta de testemunhas oculares e a alteração na cena do crime pelos próprios criminosos. Pelo estado em que foi encontrado o corpo, a polícia acredita que o assassinato tenha sido cometido por duas ou três pessoas.

A audiência na Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi realizada a pedido da coordenadora da bancada feminina da Assembleia Legislativa da Bahia, Fátima Nunes, com a presença da secretária de Políticas para as Mulheres, Vera Lúcia Barbosa. Na ocasião, as deputadas reivindicaram ao secretário Maurício Barbosa reforço às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) e outras medidas de combate à violência contra a mulher.

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