Suspeito de matar menina é pai de amiga da vítima, diz polícia de GO

Por: Gabriela Lima Homem nega ter matado Iasmin, que seria conhecida de sua filha. Segundo delegada, testemunha viu suspeito com criança no dia do crime. O pedreiro de 37 anos suspeito de ter matado a menina Iasmin Martins de Souza Silva, de 8 anos, em Catalão, na região sudeste de Goiás, é pai de uma […]

Em 12/12 de 2013

Por: Gabriela Lima

Homem nega ter matado Iasmin, que seria conhecida de sua filha.
Segundo delegada, testemunha viu suspeito com criança no dia do crime.

Iasmin foi estuprada e morta a pauladas em Catalão (Foto: Thiago Silva/Diante do Fato)

Iasmin foi estuprada e morta a pauladas em Catalão (Foto: Thiago Silva/Diante do Fato)

O pedreiro de 37 anos suspeito de ter matado a menina Iasmin Martins de Souza Silva, de 8 anos, em Catalão, na região sudeste de Goiás, é pai de uma amiga da vítima. Segundo a delegada responsável pelo caso, Alessandra Maria de Castro, ele deu a informação em depoimento, após ser preso pela polícia na quarta-feira (11).

“Ele negou ser o autor do crime e disse que não conhecia Iasmin. No entanto, afirmou que uma das filhas conhecia a menina”, relatou Alessandra. A criança foi encontrada morta em uma construção na manhã de segunda-feira (9). De acordo com a polícia, ela foi estuprada e morta a pauladas.

Segundo a delegada, duas pessoas viram Iasmin sendo conduzida por um homem, por volta das 13h30 de domingo (8), data provável do crime. “Uma das testemunhas o viu de costas, mas a outra o viu de frente e acredita que ele seja o suspeito preso”, afirmou.

Foragido do regime semiaberto, o suspeito foi preso porque há um mandado de prisão em aberto contra ele, por tentativa de homicídio. O homem também tem passagem por estupro.

Contradições
O homem preso tem mulher e é pai de três filhos. O mais velho, de 17 anos, prestou depoimento na tarde de quarta-feira (11) e disse que, no domingo, passou o dia com o pai.

No entanto, o próprio suspeito afirmou em depoimento que passou o dia trabalhando em uma obra. Segundo a delegada, a proprietária da casa em construção negou que ele tenha trabalhado o dia todo.

“Essas contradições reforçam a nossa suspeita”, afirma Alessandra. A mulher e a mãe do suspeito devem ser intimadas nesta quinta-feira (12) para depor.

A polícia acredita que Iasmin tenha sido morta na tarde de domingo. Segundo a delegada, testemunhas informaram terem visto o suspeito na rua durante a noite do dia do crime e a madrugada de segunda-feira.

“Um amigo dele disse que o encontrou na rua, por volta de meia-noite, e ele estava fissurado por droga. Mais cedo, por volta das 21h, uma pessoa o viu sair da construção onde o corpo foi encontrado posteriormente”, disse Alessandra. Uma terceira testemunha afirma tê-lo visto nas proximidades por volta das 2h.

Em depoimento, o homem negou ser usuário de drogas. O suspeito ainda não apresentou advogado.

Crime

Mãe segura boneca encontrada ao lado do corpo da menina Iasmin  (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Mãe segura boneca encontrada ao lado do corpo da menina Iasmin (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Iasmin foi encontrada morta na segunda-feira (9), em uma obra, um dia após ter saído da casa da avó para ir até a feira onde a mãe estava trabalhando. No entanto, a menina não chegou ao destino. Após o sumiço, familiares e policiais chegaram a procurá-la, mas não a encontraram.

Na segunda-feira, o pedreiro Luizmar Bernardes achou a menina morta na obra onde trabalha, no Bairro Paineiras. Ele lembra com tristeza do momento em que viu a menina. “Cheguei e nós [outros colegas] trabalhamos um pouquinho. Quando olhei lá dentro, me deparei com a criança morta lá e chamei outro colega meu para olhar. É triste de ver. A cena é lamentável.”

O padrasto da vítima, Roberto de Sá Silva, contou que soube da morte por telefone. “Um tio meu estava ouvindo rádio e me ligou avisando que haviam encontrado uma menina morta. Fui para o local com minha esposa e, infelizmente, era ela.”

A mãe da criança, Leidia Martins Pereira, afirmou que a garota passava várias horas por dia na rua. Segundo ela, a filha era muito comunicativa e falava com qualquer pessoa na rua. “Para ela, não tinha estranho”, disse.

Leidia falou ainda que, nos últimos dias, a filha apresentava um comportamento diferente. “De uns dois dias para cá, ela não estava bem e ficava na rua até as 23h30. Estava difícil [lidar] com ela. Ela estava nervosa, parece que sabia o que ia acontecer, desinquieta lá dentro de casa”, relata.

Fonte: G1

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