Comissão antidrogas é oficialmente criada em São Desidério

Por: Adinete Batista Fotos: Rodney Martins Na última sexta, 30 representantes do governo municipal, do legislativo, o delegado da polícia civil, e policiais militares, estudantes e representantes de todos os segmentos se reuniram para oficialmente criar a comissão de políticas antidrogas no município, em que tratará de ações preventivas, combate ao trafico de drogas e […]

Em 03/10 de 2013

Por: Adinete Batista
Fotos: Rodney Martins

teste-internoNa última sexta, 30 representantes do governo municipal, do legislativo, o delegado da polícia civil, e policiais militares, estudantes e representantes de todos os segmentos se reuniram para oficialmente criar a comissão de políticas antidrogas no município, em que tratará de ações preventivas, combate ao trafico de drogas e o tratamento de usuários.

“Esta comissão se faz urgente e necessária, visto que se trata de um problema de saúde pública, e que compete não só aos governos, mas toda sociedade”, afirmou o secretário municipal de saúde, Jeferson Barbosa.

O delegado Carlos Ferro, que também é membro da comissão, falou da complexidade de inibir os usuários. “As drogas sempre existiram e sempre vão existir, por isso devemos nos unir para buscar alternativas de prevenir e inibir o uso abusivo, visto que devemos definir quem é usuário e traficante, uma vez que muitos traficantes se passam por usuários na abordagem, por isto a repressão não é a melhor saída, devemos sim propor a internação, como ferramenta de inseri-lo na sociedade”, destacou.

De acordo com a psicóloga Vandréia Mendes, o município já deu um passo importante para resolver o problema, pois já pactuou com o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas – CAPS AD, o qual será sediado no município de Luís Eduardo Magalhães, tendo como exigência uma população maior que cem mil habitantes. “Vamos detectar aqui o usuário e cadastrá-lo no CAPS AD que oferece atendimento diário a pacientes que fazem uso prejudicial de drogas lícitas e ilícitas, permitindo o planejamento terapêutico dentro de uma perspectiva individualizada de evolução contínua”. Não é uma internação, porque o convívio com a sociedade e família tem papel fundamental no tratamento, o apoio da família é imprescindível neste processo. Semanalmente, são realizadas pelas psicólogas, um grupo para atendimento aos familiares de pacientes, em que são esclarecidas dúvidas, anseios e dado o suporte que a família necessita.

Outra ação preventiva foi realizada pelo município, trata-se do Programa de Resistência às Drogas e Violência que foi desenvolvido no ano passado. O programa é baseado num trabalho socioeducativo, voluntário em parceria com a Polícia Militar de prevenção ao uso e/ou abuso de drogas lícitas ou ilícitas, bem como sobre a violência associada ou não ao uso e tem como públicos-alvo jovens do 5º e 7º ano do Ensino Fundamental de escolas da rede municipal e particular.

Ao final do evento foi feita uma divisão da comissão em três subgrupos, no qual cada um tratará especificamente sobre a prevenção, o combate ao tráfico de drogas e o tratamento. Os grupos deverão se reunir para propor e discutir ações que deverão ser apresentadas posteriormente em audiência aos poderes, executivo, legislativo e judiciário.

As estudantes da 8ª série, Natália Maria, 14, Joice Sabrina, 15 e Bruna Raiana,13 participaram do encontro e fazem parte da comissão. “Vivenciamos no nosso dia a dia este problema, temos colegas que são usuários, eles não assistem as aulas, por isto quero ajudar de alguma forma”, comentou Natália, “pela curiosidade de conhecer mais sobre o assunto e não nos despertar pela curiosidade de usar”, revelou Joice. Já Bruna se mostrou preocupada com o futuro. “Tenho notado que a cada dia as drogas tomam um espaço grande no mundo todo, e para que não tome conta da nossa cidade, é que quero contribuir, porque tenho irmãos, primos e amigos mais novos e não quero vê-los neste mundo de ilusão”.

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