Santo Antônio de Jesus: ato de repúdio ao racismo chega ao Ministério Público

Em um só tom, representantes de grupos religiosos, movimentos sociais, populares e estudantil clamaram nas ruas do município de Santo Antônio de Jesus, a 185 km de Salvador, na tarde de segunda-feira (30), o desejo de muitos: “fora racista”. O ato de repúdio, realizado pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Yulo Oiticica (PT), […]

Em 02/10 de 2013

teste-internoEm um só tom, representantes de grupos religiosos, movimentos sociais, populares e estudantil clamaram nas ruas do município de Santo Antônio de Jesus, a 185 km de Salvador, na tarde de segunda-feira (30), o desejo de muitos: “fora racista”.

O ato de repúdio, realizado pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Yulo Oiticica (PT), foi uma resposta às declarações racistas utilizadas pelo vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores do município, Délcio Mascarenhas (PP), que durante sessão na semana passada, se referiu ao colega de parlamento, Cristiano Sena (PT) , como preto, descarado e vagabundo.

Com faixas, cartazes e máscaras com o rosto de Cristiano, o grupo marchou pelas principais ruas da cidade entoando o coro “ povo negro unido, povo negro forte, que não teme a luta e nem a morte”.

Aclamado por onde passava, o vereador Cristiano Sena agradeceu o apoio dos militantes e chamou a atenção para o crime de racismo recorrente na vida daqueles, que assim como ele, são ou foram agredidos.

“O cidadão tem que evoluir e não retrocedor. A sociedade não pode tolerar mais esse tipo de arbitrariedade, quanto mais vindo de um representante do povo. E estou feliz porque esssa manifestação mostra isso, que o Brasil e mundo não aceitam mais que niguém pregue o racismo e o preconceito”, defendeu.

Questionado sobre a ação judicial acionada pelo vereador agressor, onde é acusado pela prática de calúnia, difamação e injúria, Cristiano demonstrou segurança. “Contra fatos não existe argumento. Eu fui ofendido, fui a vítima e a justiça será feita. Qualquer pessoa que comete um delito tem o direito a defesa, mas o que ele está tentando é justificar o injustificável”.

Em apoio ao movimento, o deputado estadual Yulo Oiticica, que também é membro da comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Alba, definiu os próximos passos para que a situação não seja esquecida.

“Estamos falando de um crime inafiançável e não vamos deixar esse caso impune, para que outros venham a acontecer. Não podemos aceitar que um vereador se dirija ao outro cometendo um crime tão rasteiro, tão pequeno e mesquinho que certamente envergonha aqueles que o elegeu. E tão pouco tolerar que em pleno século 21 a gente ainda tenha esse desrespeito aos seres humanos. Nós estamos falando da raça humana e é lamentável que na raça humana tenha espírito de luta, mas ainda tenha espírito de porco”, declarou o petista.

Já na manhã de hoje (01), Oiticica apresentou o caso às Comissões de Igualdade Racial e Direitos Humanos da Alba e definiu uma audiência com o Grupo de Atuação Especial de Combate a Discriminação, do Ministério Público. A ideia é que o Ministério também assuma esse caso como fiscalizador da lei.

Fonte: Ascom Dep. Yulo Oiticica (PT)

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