Clima esquenta entre Paulo Souto e Rui Costa no debate da Band

Correio da Bahia “O candidato Paulo Souto abriu mão no horário eleitoral de fazer propostas para fazer agressões”, acusou o petista O clima esquentou no quarto bloco do debate da Band, que mais uma vez trouxe troca de perguntas entre os candidatos, por sorteio feito previamente. Logo na abertura, Paulo Souto perguntou para Rui Costa […]

Em 29/08 de 2014

Correio da Bahia

“O candidato Paulo Souto abriu mão no horário eleitoral de fazer propostas para fazer agressões”, acusou o petista

O debate esteve quente | Foto: Betto Jr.

O debate esteve quente | Foto: Betto Jr.

O clima esquentou no quarto bloco do debate da Band, que mais uma vez trouxe troca de perguntas entre os candidatos, por sorteio feito previamente. Logo na abertura, Paulo Souto perguntou para Rui Costa e o petista afirmou que o candidato do DEM abdicou de fazer propostas para partir para agressões.

“O candidato Paulo Souto abriu mão no horário eleitoral de fazer propostas para fazer agressões”, acusou.  A pergunta de Souto foi sobre uma fala de Costa dizendo que a Bahia precisava “dar um salto” de crescimento, como Ceará e Pernambuco. “Sobre infraestrutura, o senhor não deixou nenhum projeto na gaveta. O senhor não fez nenhuma proposta ao governo federal. Ceará e Pernambuco, mesmo sendo (governos de) partidos de oposição, foram ao presidente Lula e pediram recurso. Colocaram o interesse do povo em primeiro plano. Aqui, o senhor não deixou projeto nenhum. Por isso que eu falei que a Bahia precisa dar grandes saltos”.

“Eu lamento que o candidato não tenha respondido. Inclusive, todos os projetos de área de transporte e mobilidade estão contidos no Pelt (Programa de Logística e Infraestrutura), que foi entregue ao governo federal. Estão lá todos nomeados. Sobretudo, o seu governo teve felicidade de ter financiamento de 180 milhões de dólares para estrada em dezembro ainda, quando eu estava no governo. Mesmo assim passou de sexta para oitava economia do país. É 13º em competitividade. Isso é muito grave”, acusou.

Costa voltou novamente a tona. “Sabe quantas UTIs foram construídas em todos os governos antes de Wagner? 300 UTIs. E em 7 anos e meio construímos 600. Hoje temos 900 UTIs. Agora, impressiona a sensibilidade dele (Souto) para a saúde, só fez construir um hospital. Oito anos de governo e  a sensibilidade para a saúde só veio aparecer depois que saiu?”, questionou.

Lídice da Mata optou por questionar Marcos Mendes sobre a educação no estado – segundo ela, o PT não superou a “herança maldita” na área, deixada pelo DEM. O candidato do PSOL afirmou que pretende investir em um plano de carreira, cargos e salários. “Você sabia que nesse estado nem a lei do piso salarial é respeitada?”, criticou.

Lídice citou pela primeira vez o candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos, morto em acidente de avião. “Eduardo fez 320 escolas em 7 anos. Eu farei em 4 anos o que Eduardo fez em 7 em Pernambuco”.

Já Marcos Mendes pressionou Lídice sobre o financiamento da campanha da senadora. “A senhora recebeu investimentos da Friboi, que responde por lavagem de dinheiro. Recebeu R$ 300 mil da família Suarez, que responde por crimes ambientais. Como ser realmente uma alternativa recebendo financiamento dessas figuras duvidosas?”.

Lídice afirmou que é defensora “intransigente” do financiamento público de campanha, inclusive se posicionando assim no Senado, mas como a lei eleitoral permite financiamento de empresas privadas, ela se utiliza dessas doações. “Eu não sou rica. Não sou milionária. Dentro da lei, de forma lei, de forma absolutamente transparente, temos recebidos contribuições que são intermediadas pelo partido. Sem caixa dois, sem negociatas”, defendeu. “Nunca me submeti a interesses empresariais”, garantiu.

Já Marcos Mendes anunciou ser o único candidato que não tem financiamento de empresas em sua campanha.

Rui Costa quis saber propostas de Da Luz para a mobilidade. O candidato do PRTB já começou ironizando o rival. “O senhor foi acusado de ser o pai da mobilidade do governo. Porque isso é uma acusação. Gastar R$ 8 bilhões e meio para a gente continuar preso em engarrafamento?”. Para Da Luz, o metrô de Salvador já nasceu ultrapassado. Ele defendeu investimento no monotrilho. “Isentarei todas os débitos de IPVA, de todas as dividas que ficarem, assim que assumir. O baiano tem que ser indenizado por tudo isso”, defendeu. Costa, por sua vez, falou do aumento do metrô e ainda VLT e BRT, integrando os modais.

Da Luz perguntou para Paulo Souto e optou por saber sobre políticas mineiras. “Todas essas jazidas que estão aí foram descobertas e licitadas ainda em nossos governos”, afirmou o candidato do DEM. “Deixamos um modelo em prospecção mineral e que colocou a Bahia em posição de destaque na questão de exploração de recursos minerais”.

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