Ora vejam só!

E não é que quando menos se espera, não acontece nada mesmo! E quando mais se espera, aí sim que a coisa pode complicar. Explicando tudo. Se menos se espera, nada pode acabar acontecendo justamente por nada estarmos buscando ou esperando. Se mais se espera, por termos criado tantas expectativas, acabamos frustrados. Sim ou não? […]

Em 27/11 de 2013

01E não é que quando menos se espera, não acontece nada mesmo! E quando mais se espera, aí sim que a coisa pode complicar.

Explicando tudo. Se menos se espera, nada pode acabar acontecendo justamente por nada estarmos buscando ou esperando. Se mais se espera, por termos criado tantas expectativas, acabamos frustrados. Sim ou não? Claro que sim.

Ora vejam só! É que a maioria de nós, não consegue deixar as coisas acontecerem naturalmente. Querem provocar os fatos, as situações, o fim do espetáculo, antes do segundo ato.

E não pensemos que sejamos poucos. Somos muitos assim, apressados, atravessados. E nem sempre vemos o que poderia estar logo ali adiante. O imediatismo estragou tudo. Mas também não podemos ficar sentados à sombra, esperando que tudo aconteça. Temos que dar nossa pequena parcela. Que pode ser simplesmente a mais importante de todas oferecidas.

O ser humano é assim: ou tudo no logo, ou nada depois. Ninguém lembra que entre o logo e depois, tem o agora. Aquele de que vem após o logo e antes do depois. Nada que inspire nada mais cuidado. Até porque, com medo do logo e do depois, deixamos o agora de lado. E assim, sem logo, agora ou depois, ficamos.

E ora vejam sós! Por quê? Ou a preguiça nos fez chegar atrasados, ou a pressa nos derrubou no caminho. Então só podemos chegar a uma conclusão: deixar que tudo aconteça naturalmente. Mas não sem deixar de dar um empurrãosinho. Sem preguiça, mas sem pressa. E… Ora, vejam só!

Antonio Jorge Rettenmaier.
Cronista, Escritor e Palestrante. Contatos, ajrs010@gmail.com

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