Não há dinheiro que pague

Podermos despertar de manhã para sentir o sabor de viver. Sentirmos a brisa da manhã na janela. E da janela dizermos, bom dia vida! Pela janela podermos fazer sair todos os fantasmas. Nossos ou deixados por alguém. Sabermos que no lugar destes há vagas. Inúmeras vagas. Para sentimentos de vida. Sabermos que hoje poderemos amar […]

Em 06/02 de 2014

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Podermos despertar de manhã para sentir o sabor de viver.
Sentirmos a brisa da manhã na janela.
E da janela dizermos, bom dia vida!
Pela janela podermos fazer sair todos os fantasmas.
Nossos ou deixados por alguém.
Sabermos que no lugar destes há vagas.
Inúmeras vagas.
Para sentimentos de vida.
Sabermos que hoje poderemos amar ainda mais do que ontem.
E nos sentirmos ainda mais apaixonados do que antes de ontem.
Olharmos no espelho e ver refletida em nossa imagem as ilusões da juventude.
E descobrirmos que ainda estão vivas.
Tão vivas quanto nós.
Como é sabermos que logo ali, daqui a algumas horas, novas emoções chegarão.
Embaladas pelo passado.
Ou quem sabe abrindo novas portas de futuro.
E nos trazendo novas forças de vida.
De amanhã.
Não há dinheiro que pague.
O sabermos que podemos ser fonte de inspiração.
Mesmo que para alguns de inveja.
De ódio até talvez.
Ou no mínimo raiva.
Mas com a nossa certeza de que somos amor.
Que as incertezas podem ser substituídas.
Por verdades que tentamos esconder.
Que não temos coragem de assumir.
Por termos medo delas.
E descobrirmos que nelas estão nossos erros.
Ou quem sabe só pequenas falhas.
Mas que podem ter causado, ou causarem grande erosão.
Mas que ainda temos tempo de corrigi-las.
Não há dinheiro que pague descobrirmos que sempre poderemos encontrar um novo caminho.
Um novo sentimento.
Corrigindo os antigos.
Os defeituosos.
Corrigindo as engrenagens de nossas vidas.
Não dinheiro que pague descobrir que podemos ser.
E ter.
Uma nova mão nas nossas.
Uma nova vida nas nossas.
E que descobrimos de repente.
Numa frase escrita ou lida.
Ou dita.
E que até agradecemos por ela.
Não há dinheiro que pague descobrirmos que nela está o amanhã.
Sem fantasmas do passado.
Mas com anjos de cara suja do futuro, porque afinal de contas.
Somos vida.

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