Agricultores familiares participam em Barreiras de encontro sobre o manejo da Helicoverpa

Texto e fotos: Eduardo Lena Foi realizado na manhã de hoje, 18, no Centro de Tradições Gaúchas de Barreiras, Oeste da Bahia, encontro de formação para agricultores familiares sobre o manejo da lagarta Helicoverpa armígera. O encontro foi promovido pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Associação Baiana dos Produtores de […]

Em 19/01 de 2014

Texto e fotos: Eduardo Lena

Foi realizado na manhã de hoje, 18, no Centro de Tradições Gaúchas de Barreiras, Oeste da Bahia, encontro de formação para agricultores familiares sobre o manejo da lagarta Helicoverpa armígera.

O encontro foi promovido pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e contou com a presença de pequenos agricultores de vários municípios do Oeste da Bahia. A abertura foi feita pelo presidente da Aiba, Julio Cezar Busato e pela presidente da Abapa, Isabel da Cunha.

Durante o evento os agricultores conheceram o Programa Fitossanitário do Oeste da Bahia de Controle da Helicoverpa, controle biológico e ações do governo do Estado para controle da lagarta.

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De acordo com Adriano Lupinacci, um dos palestrantes, mais de 11 estados já registraram a presença da praga na safra de 2014. “A Helicoverpa já foi encontrada na metade das lavouras do país, causando enorme prejuízo aos agricultores, sejam nas grandes propriedades rurais como nas lavouras da agricultura familiar”, disse Adriano, enfatizando que só no Oeste da Bahia, em 2013, foram mais de 2 bilhões de reais de prejuízos.

O palestrante disse ainda que a praga é responsável pelo aumento de aproximadamente 20% nos custos da produção, além de aumentar o risco de produzir alimentos. “A mariposa – fase adulta do inseto – é capaz de colocar mil ovos durante sua vida, que varia em torno de 50 dias. O importante é combater a lagarta quando ela estiver até sete milímetros de comprimento. A partir daí o controle cai drasticamente”.

Há relatos que a Helicoverpa já foi encontrada em plantas espontâneas que nascem nas beiras das rodovias, provenientes de produtos caídos durante o transporte. No vale do rio Grande também há registros da praga em lavouras de capins Andropogon, Colonião, Brachiaria, entre outros.

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O agronômo Celito Eduardo Breda discorreu sobre a necessidade de fazer um manejo integrado, que envolve desde o controle químico com pesticidas, como também o controle biológico através de vírus, bactérias, vespas, entre outros inimigos naturais, além do uso de variedades transgênicas resistentes ao ataque da lagarta.

Eduardo Salles, ex-secretário de Agricultura da Bahia, falou sobre as ações que o Governo do Estado tem implementado para que os agricultores consigam conviver com a praga, minimizando as perdas em suas lavouras.

Presidente da Aiba na abertura do evento

Fala da presidente da Abapa no evento sobre a Helicoverpa

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Fonte: Jornal Nova Fronteira

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