Presidente do Sindicato dos Professores fala sobre os desafios da classe em Barreiras

No dia do professor, Maria Rodrigues comenta sobre o trabalho dos professores no país e sobre o retorno das aulas presenciais

Em 15/10 de 2020

Nessa quarta-feira (14), Maria Rodrigues, professora e presidente do SINPROFE (Sindicato dos Professores de Barreiras), concedeu uma entrevista exclusiva ao Canal do Fala Barreiras no Youtube para comentar sobre os desafios profissionais, a realidade e as lutas do professor em Barreiras e no Brasil, assuntos importantes que devem ser lembrados na semana do dia do professor, comemorado em 15 de outubro.

Veja a entrevista em sua íntegra no vídeo ao final desta matéria.

A comemoração do Dia do Professor

De acordo com Maria Rodrigues, o dia do professor merece ser comemorado em função do dinamismo, força e luta dos profissionais da educação para o exercício de sua profissão. Porém, a professora ressalta que, se forem considerados a questão política, a valorização e o respeito à categoria dos profissionais da educação, ainda existe muito a ser feito para que o 15 de outubro seja, de fato, comemorado.

Com relação aos desafios enfrentados pelo professor em Barreiras, Maria Rodrigues citou a falta de assistência para o exercício profissional do docente, que precisa se reinventar para trabalhar, especialmente nessa época de pandemia de COVID-19, que exigiu a adaptação do professor para uma nova realidade tecnológica. Além disso, Maria comentou sobre a sensação de solidão do professor durante esse processo que, em função da falta da assistência, precisa se adaptar e lutar, muitas vezes, sozinho.

“Eu não diria que os professores barreirenses são desvalorizados, eu digo que o professor, no Brasil, é desvalorizado. E a gente está vendo aí, o próprio presidente faz chacota dos professores. Até criticam os professores porque dizem que não querem voltar ao trabalho (…) as escolas pararam no dia 18 de março. No entanto, hoje, nós estamos no dia 14 de outubro, e nada foi feito nas escolas para que pudéssemos trabalhar a possibilidade de retorno de aulas presenciais”, completou a professora.

Ainda segundo a presidente do SINPROFE “isso prova, na verdade, não só que os professores são desvalorizados, mas prova que a educação do nosso país não é prioridade.” Maria Rodrigues também reforça que, apesar das adversidades, os professores estão aprendendo com essas novas adaptações, que tem o seu lado positivo, mas reforça que os docentes ainda se sentem sozinhos nesse processo e carregam o fardo da responsabilidade pela educação também sozinhos.

Veja a entrevista em sua íntegra no vídeo ao final desta matéria.

A jornada do trabalho do professor

Maria Rodrigues ainda chama a atenção para a jornada exaustiva de trabalho que muitos professores enfrentam, não apenas em Barreiras, mas em todo o Brasil. Ela também ressalta que, tendo em vista o investimento em estudos e qualificações que o profissional precisa ter para exercer essa profissão, às vezes não parece que vale a pena investir nessa profissão, em função da remuneração e da jornada de trabalho.

“A remuneração do professor é uma vergonha para esse país e, diante de tantas outras profissões, acho que a gente também merecia esse mesmo respeito. Aqui em Barreiras, o professor está com o piso salarial abaixo do piso nacional, ou seja, mais vergonhoso ainda”, declarou Maria Rodrigues. Ela explicou que o gestor municipal de Barreiras não negociou nenhum reajuste com a categoria, que teria direito a um repasse de 12,84% concedido pelo Ministério da Educação (MEC) e, por isso, o piso salarial do município está defasado em relação ao país.

Veja a entrevista em sua íntegra no vídeo ao final desta matéria.

Sobre o retorno das aulas presenciais em Barreiras

A professora ainda comentou sobre o retorno das aulas em Barreiras. Sobre isso, Maria Rodrigues declarou que o retorno das aulas presenciais proporcionaria uma alegria imensa a todos, não apenas aos professores, especialmente porque isso indica que tudo está voltado ao normal. Porém, ela alerta que as unidades de educação ainda não estão preparadas para acolher alunos e profissionais de saúde de forma segura.

“Uma coisa é certa: o professor está com toda a disponibilidade e com toda a vontade para voltar, desde que a sua saúde, a sua integridade física e da sua família, não seja colocada em risco, assim também como a saúde e integridade física de toda a comunidade escolar”, declarou Maria Rodrigues.

Ao longo da entrevista, a presidente do SINPROFE ainda comentou sobre outros assuntos pertinentes à educação de Barreiras e do Brasil. Confira, no vídeo abaixo, a entrevista completa com a professora Maria Rodrigues.

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