Desvalorização da mulher no mercado de trabalho impulsiona empreendedorismo feminino

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o mercado de trabalho ainda é muito desigual entre os gêneros. Em pleno século XXI, as mulheres ganham, em média, 17% menos que os homens que ocupam uma mesma posição e sofrem com a falta de oportunidades. Para driblar essa situação, muitas apostam no empreendedorismo; segundo o Sebrae, já são mais de 9 milhões de brasileiras à frente de um negócio

Em 20/07 de 2020

São tempos modernos, mas as batalhas ainda são antigas! Diversas pesquisas, como a da OIT, revelam que as mulheres, apesar de muitas vezes serem mais capacitadas do que os homens em questão de formação e experiência, ainda ganham menos e sofrem com a falta de oportunidade de crescimento profissional -; segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), menos de 38% do sexo feminino estão no comando de empresas do setor público e privado. Tamanha desvalorização tem impulsionado, cada vez mais, o empreendedorismo feminino. Já são mais de 9 milhões de mulheres à frente do próprio negócio. De acordo com o Sebrae, entre os setores mais procurados estão o de beleza, alimentação e vestuário.

Segundo o Instituto Embelleze, maior rede de franquias da América Latina voltada para a formação profissional em beleza, muitas mulheres chegam as escolas da rede com o sonho de tocar o negócio próprio para conquistar a independência financeira. Pois, com a falta de oportunidades no mercado de trabalho, a mulher muitas vezes não consegue o retorno financeiro necessário para gerir a casa e a família, e o empreendedorismo possibilita a ela a autonomia, o crescimento e o retorno que ela tanto busca. A franqueadora formou mais de 2 milhões de alunos nos últimos 16 anos, no qual 80% são mulheres.

Rosana Ramos, Vanessa Caetano, Naiara Dourado e Tatiane Figueiredo, empreendedoras santamarienses | Foto: Osmar Ribeiro/Falabarreiras

Foi o caso da Erenilda Ludtke, 36 anos, que após se sentir desvalorizada em seu antigo trabalho, resolveu apostar no setor de beleza e abrir o próprio negócio. “Eu trabalhava como vendedora em uma concessionária de automóveis e sempre havia clientes que não queriam ser atendidos por mulheres por acharem que não entendíamos de carro. Foi quando a minha cunhada sugeriu de fazermos o curso de cabeleireira e abrirmos o nosso salão. Me identifiquei de imediato com a área e logo no começo já estava conseguindo atender as minhas clientes, obtendo um rápido retorno financeiro. Por me sentir tão valorizada como cabeleireira, consigo evoluir muito mais em minha profissão e em minha vida pessoal”, revela.

Outro exemplo é o da Ana Paula, de 31 anos. Trabalhando na linha de produção de uma gráfica, tinha um salário bem menor que os homens que exerciam a mesma função. “Eu decidi fazer o curso de manicure após ficar desempregada e estar insatisfeita com a minha antiga área de atuação. No setor de beleza obtive mais benefícios, como conseguir montar o meu próprio negócio, ter horário flexível e me sentir valorizada. Além disso, o retorno financeiro é muito bom, considero esse setor como um dos que mais dá dinheiro”, relata.

Para incentivar ainda mais as alunas, o Instituto Embelleze investe em aulas de empreendedorismo nos cursos de cabelereiro e manicure. Pois o encorajamento para empreender é o grande diferencial da rede que tem como propósito formar profissionais cada vez mais capacitados. Assim, as mulheres chegam ao mercado de trabalho confiantes de que podem exercer qualquer função que desejarem.

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