Vacina da COVID-19: Farmacêutica americana Johnson & Johnson anuncia o início de fase final de testes

60 mil voluntários devem receber uma dose da vacina, incluindo 8 mil brasileiros

Em 23/09 de 2020

Nesta quarta-feira (23), a farmacêutica americana Johnson & Johnson anunciou o início da terceira fase de testes clínicos da vacina da Covid-19 que está sendo desenvolvida pela empresa. A fase 3 é a última etapa de testes que precisam ser realizados em seres humanos para comprovar a eficácia e a segurança da vacina.

Para verificar sua eficiência, nessa fase a testagem ocorre em milhares de voluntários. Por isso, a Johnson & Johnson deve fornecer a vacina para 60.000 voluntários de 8 países diferentes, incluindo Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Peru, África do Sul, México e Brasil, onde 8.000 voluntários devem participar desse estudo.

Foto: Reprodução CNN Brasil

Os voluntários devem ter, no mínimo 18 anos. Até pessoas com mais de 60 anos poderão participar. Além disso, também serão aceitos tanto voluntários saudáveis quanto aqueles que apresentem comorbidades que podem agravar o estado de saúde de um paciente com Covid-19.

No mês passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia autorizado os testes da vacina americana no país. A previsão é que sejam imunizados voluntários da Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal.

Vantagens da vacina da Johnson & Johnson

A grande vantagem dessa vacina experimental é que ela é mais fácil de armazenar, já que não precisa ser congelada e pode ser acondicionada numa geladeira comum, contrastando com a vacina da farmacêutica Pfizer, por exemplo, que precisa ser armazenada num local com 34,4ºC negativos.

Além disso, essa vacina pode ser administrada em apenas uma dose, o que pode acelerar o processo de fabricação e distribuição da vacina, caso ela seja aprovada. Porém, em paralelo com esses testes, a empresa também está colaborando com o Reino Unido para testar, em vários países, a aplicação de duas doses da sua vacina experimental.

A tecnologia utilizada na produção dessa vacina da Covid-19 já foi utilizada pela Johnson & Johnson na vacina contra o Ebola, que foi aprovada pela Comissão Europeia, e nas vacinas experimentais contra a Zica e o HIV. A farmacêutica alega que essa mesma tecnologia já foi utilizada para vacinar mais de 100.000 pessoas contra as doenças citadas anteriormente.

Imagem reprodução Catraca Livre

“Agora que nossa vacina experimental está na Fase 3 de testagem global, estamos um passo mais perto de encontrar uma solução para Covid-19. Usamos uma abordagem altamente científica e baseada em evidências para selecionar essa vacina experimental. Somos extremamente gratos pelos esforços incansáveis de nossos pesquisadores e pelas contribuições vitais dos voluntários que se ofereceram para participar de nossos estudos. Juntos, estamos trabalhando para ajudar a combater esta pandemia”, disse Mathai Mammen, Chefe Global da Janssen Research & Development, companhia farmacêutica da Johnson & Johnson, em declaração publicada no site da empresa.

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