Para Abrapa, a FPA e o Mapa não permitirão que o agro seja onerado

“…estamos buscando formas para evitar que o setor seja mais penalizado…”, disse Busato

Em 24/02 de 2020

Catarina Guedes – Ascom Abrapa | Araticum Comunicação | Fotos: Carlos Rudney Mattoso

O empenho da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira, e do senador Luiz Carlos Heinze para desonerar o agronegócio e evitar riscos à competitividade do setor foi reconhecido pelo vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Júlio Cézar Busato, na quarta-feira, (19), durante seminário na sede do Ministério da Agricultura, em Brasília.

Intitulado “Tributação no Agro: Aspectos da Competitividade”, o evento destacou, entre outros assuntos, a pauta das reformas tributária e fiscal, cujos impactos sobre a produção agrícola podem trazer graves consequências, como aumento nos custos produtivos, desemprego, e, em última instância, preços dos alimentos mais altos para o consumidor final.

“Juntos, nós agricultores, Mapa e parlamentares do agro, estamos buscando formas para evitar que o setor seja mais penalizado. Acreditamos que, com a reforma administrativa, o Governo possa reduzir seus gastos e ser mais eficiente”, afirmou Busato, que preside a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Segundo Busato, para os segmentos da agropecuária que exportam, como é o caso do algodão e da soja, o aumento da carga tributária tem ainda o agravante de reduzir a rentabilidade do produtor, que, ao contrário de outros setores, não definem o preço dos seus produtos. Portanto, não podem repassar os aumentos para os consumidores diretos. “Sobretaxar commodities agrícolas significa exportar impostos. Isso é inconcebível”, conclui.

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