Helicoverpa armígera é tema de audiência pública na Bahia

Por: Rassana Milcent A Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia realizou uma audiência pública, no dia 08 de outubro, para discutir sobre o ataque da praga Helicoverpa Armígera às lavouras do Estado, especialmente na região Oeste. A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Associação dos Produtores […]

Em 12/10 de 2013

Por: Rassana Milcent

teste-internoA Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia realizou uma audiência pública, no dia 08 de outubro, para discutir sobre o ataque da praga Helicoverpa Armígera às lavouras do Estado, especialmente na região Oeste. A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Associação dos Produtores de Algodão da Bahia (Abapa) participaram da audiência.

O presidente da Aiba, o engenheiro agrônomo Júlio Cézar Busato, falou sobre os prejuízos causados pela praga na região, o que já ultrapassa R$ 2 bilhões e ressaltou a necessidade da autorização emergencial do uso do Benzoato de Emamectina para controlar a praga. “Precisamos que este assunto seja tratado de uma forma suprapartidária, com a união de todos, pois esta praga vai atacar os pequenos, médios e grandes produtores do Estado, causando grandes prejuízos nas lavouras.”, explicou Busato.

A secretaria estadual de Agricultura chegou a obter a autorização para importar o produto de forma emergencial, mas a carga foi apreendida pelo Ministério Público ao entrar no país. Depois disso, foi solicitada à ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a criação de uma MP que autorizasse o uso do defensivo agrícola em território nacional. Aprovada pela Câmara e pelo Senado, a MP 619 aguarda aprovação da presidente Dilma Rousseff. “Solicitamos que o governador do Estado reafirme, junto a presidente Dilma, a importância da aprovação imediata da MP 619.”, disse Busato. Segundo ele, os produtores já estão aportando parte dos recursos necessários a implantação do Programa Fitossanitário, através dos Fundos existentes, mas precisam que os governos federal e estadual também aportem parte destes recursos. “É para isto que estamos buscando auxilio aqui na Assembleia Legislativa.”, explicou Júlio Busato.

“Este produto é registrado em 90 países, inclusive, na União Europeia, onde o controle é rigoroso, além do Japão, Estados Unidos e Austrália. Ele é semelhante a qualquer outro já utilizado no país e, portanto, seguro.”, garantiu o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, também presente a audiência.

Programa Fitossanitário
O presidente do Conselho Técnico da Aiba e representante da Abapa, Antônio Grespan, também convidado a participar da audiência, relatou que quando os primeiros focos da praga foram identificados, a Abapa organizou uma missão a Austrália, país que desde a década de 90 aprendeu a conviver com a Helicoverpa.

A partir daí e considerando a realidade do Oeste da Bahia, foi elaborado, no primeiro semestre de 2013, um Programa Fitossanitário de combate à praga, orientado pelos melhores entomologistas do país e da Austrália, por agrônomos da região, pesquisadores da Fundação Bahia e técnicos da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), sob a coordenação da Aiba e Abapa.

“O Programa consiste em um conjunto de medidas técnicas, que inclui o encurtamento do calendário de plantio, para que a praga tenha menos ciclos de vida; a realização do vazio sanitário (período sem cultura); o combate biológico (inimigos naturais como vírus, bactérias e fungos) e a liberação do Benzoato de Emamectina; dentre outras ações”, explicou Grespan, acrescentando que a implantação do Programa vai custar cerca de seis milhões e trezentos mil reais, sendo fundamental o apoio financeiro dos governos estadual e federal.

Participaram também da audiência, a representante do Instituto de Meio Ambiente da Bahia (Inema), Lúcia de Fátima; o diretor de Defesa Sanitária Vegetal da Adab, Armando Sá; as deputadas Neusa Cadore e Kelly Magalhães; os deputados Cacá Leão, Mario Negromonte Junior, Marquinhos Viana e o vice-presidente da Comissão, Hebert Barbosa.

Fonte: Ascom Aiba

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