Dívida do agro coloca Economia em risco

Os números são camuflados por um ciclo sem-fim de refinanciamentos a juros abusivos

Em 17/05 de 2020

Pec Press® – Comunicação Estratégica | Imagem destaque reprodução Diário Jornal Contábil

O agronegócio possui uma participação de 21,4% no PIB do Brasil, movimentando cerca de R$ 1,7 trilhão.

Entretanto, esse ótimo desempenho é colocado em xeque com dívidas estimadas em R$ 700 bilhões, segundo estudo da Egrégora Consultoria.

Milhões de pequenos e médios produtores, de Norte a Sul do País, estão perdendo terras para bancos que ferem todas as leis de crédito rural.

Recusam-se a renegociar, praticam juros extremamente abusivos (podem superar os 30%) e inserem ilegalmente a alienação fiduciária nas negociações.

“Tudo isso acontece por conta de uma política agrícola que favorece apenas uns poucos conglomerados industriais voltados à exportação”, avalia Jeferson da Rocha, presidente da Associação Nacional de Defesa dos Agricultores (Andaterra) e membro do Movimento Salve o Agro.

Rocha informa que os números são camuflados por um ciclo sem-fim de refinanciamentos a juros abusivos, os quais os produtores se veem obrigados a contratar para se manter na atividade.

Pecuária de corte, leite, cacau, coco, cacau, arroz, café e cana-de-açúcar são os setores mais comprometidos.

Para Rocha, a saída é a securitização dessas dívidas, assim como aconteceu em 1995. “O que se vê até o momento são apenas soluções paliativas”, critica.

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