Após 9 anos de alta, renda de produtor deve recuar

Produtores alegam que operam com margens apertadas, por causa do tabelamento do frete, da alta do câmbio e da queda dos preços internacionais dos grãos

Em 12/07 de 2019

Imagem destaque reprodução Dinheiro Rural

Apesar das estimativas apontarem que o Brasil pode ter neste ano a maior safra de grãos da história, a receita dos produtores deve encolher. Depois de ter crescido quase 20% em 2018, embalada pelas exportações para a China, a renda nominal agrícola deve ter queda de 0,16%, segundo projeções de analistas.

Ainda que pequena, a mudança de trajetória é simbólica. Se confirmada, será o primeiro recuo desde 2010. Nesta quinta-feira, dia 11, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou que a safra de grãos 2018/2019 deve atingir 240, 7 milhões de toneladas, superando o recorde anterior de 237,6 milhões de toneladas da safra 2016/2017.

Produtores alegam que operam com margens apertadas, especialmente por causa do tabelamento do frete, da alta do câmbio e da queda dos preços internacionais dos grãos. Entre algodão, arroz, feijão, milho, soja e trigo, a renda agrícola deve somar R$ 244,9 bilhões este ano, segundo projeções da consultoria MacroSector. “Houve queda de preços no mercado internacional, sobretudo da soja, e a economia global está enfraquecendo”, afirmou Fabio Silveira, sócio da MacroSector, que calculou a renda do setor.

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