Agricultores da região Oeste investem no cultivo da mamona

Planta é conhecida pela produção de biocombustíveis e passa a ser usada em cosméticos, impressão 3D, produção de super-plásticos da indústria aeroespacial

Em 12/08 de 2019

Müller Nunes | TV Bahia | Foto destaque: Ananda Porto/TG

Agricultores da região oeste da Bahia estão usando a mamona – conhecida pelo uso em biocombustíveis – como matéria prima para produção de óleo que também pode ser usado em cosméticos, na impressão 3D, produção de super-plásticos da indústria aeroespacial.

A aplicação tem atraído a atenção de investidores internacionais, já que o Brasil é o terceiro maior produtor de mamona do mundo, com 6% produção total. A Bahia é o estado que mais produz mamona: cerca de 92% da produção nacional.

Em uma fazenda na cidade de Correntina, um grupo japonês aposta na plantação de mamoneiras em 300 hectares da propriedade.

“É uma cultura de fácil manejo e não exige muitas aplicações para tratos culturais, para controle de pragas e doenças. E ela se adapta bem nessas áreas que são mais secas”, explica Caio Siqueira, gerente da fazenda.

A cápsula da mamona costuma ter três sementes, carregadas de um óleo valoroso. Nas produções da região oeste, a mamona é híbrida, um tipo selecionado para produzir mais óleo.

Foto: Wikimedia Commons

Ainda no oeste do estado, um grupo de agricultores resolveu fazer um investimento em sementes de mamona, para plantar 500 hectares da planta.

“Alternativas diferente para a gente fazer a rotação de cultura e poder trabalhar com mais culturas. Cada cultura tem uma janela específica, então essa busca de alternativas para nós é muito válido”, ponderou Samuel Carvalho, gerente de outra fazenda.

1 comentário

welligton silva
Comentou em 12/08/19

Muito bom!
Estou tentando começar a produzir aqui em Angical BA

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