02/outubro/2013- Atualizado em 02/10/2013 20:17:06

A Obsessão pelo poder

teste-internoO Poder tem demonstrado com o passar do tempo que é muito mais atraente e irresistível aos olhos dos políticos do que uma linda mulher. Aos encantos das mulheres, às vezes, os políticos conseguem resistir, porém, da atração do Poder, eles jamais se libertam.

Talvez, aí, esteja a explicação por que, mesmo velhos e doentes, os políticos não querem separar-se do Poder e, quando ficam dele afastados, tentam recuperá-lo a qualquer custo. Para os políticos, o Poder não tem preço, e sua conquista ou preservação é uma questão de sobrevivência.

Para os políticos, a luta pela conquista ou conservação do Poder é revestida de todo empenho e dedicação possíveis. Muitos, sequer, impõem limites a esse esforço e, não se importam, se têm de infligir a lei, se precisam fazer a guerra ou, ainda, expor a própria vida e a de familiares.

Os exemplos de obsessão pelo Poder se multiplicam, cada vez mais. A sua busca incansável pelo político está em todas as esferas de governo, do município à presidência da república.

No âmbito internacional, vimos, no ano passado, o líder Muammar Khaddafi resistir até a morte a entrega do poder político, na Líbia. Já, na Síria, onde a história se repete, estamos vendo, hoje, o líder Bashar al – Assad jogar seus exércitos contra a população civil, matando indiscriminadamente milhares de compatriotas, porque não quer entregar o Poder que detém, há mais de quarenta anos, ao povo.

Infelizmente, a maioria dos políticos tem se mostrado, por excelência, mentirosa e hipócrita. Por isso, tornou-se um mal necessário, quando deveria ser um bem ao povo e à democracia. Sua atuação, em nosso país, por exemplo, deixa cada vez mais a desejar, porque a sua luta política é, de forma repetitiva, em benefício próprio, quando deveria ser em defesa dos interesses do povo.

No país é assim, em todos os estados e em todas as cidades também é assim. O que a maioria dos políticos deseja mesmo, é assumir o poder e governar, mandar e usufruir das mordomias e vantagens que os cargos públicos oferecem. E, quando um ou outro político destaca-se pelo comportamento sério e pela atuação em favor do povo, é preciso conhecê-lo e preservá-lo, porque trata-se de pessoa rara.

Se levarmos esses comentários à política de Barreiras, é possível perceber que a atual mobilização da oposição local visa apenas a conquista pura e simples do poder. Subdividida em grupos ou facções políticas, cada agrupamento busca a seu modo convencer o povo de que é a melhor opção para o município ou de que possui o melhor candidato a prefeito. E, não importa, se esse candidato pode estar inelegível ou se ele, simplesmente, representa uma opção esdrúxula.

A união dessas facções políticas, mesmo abertamente propalada e, até, desejada por incautos, não tem como acontecer. Cada uma dessas facções deseja, ardentemente, a mesma coisa: o poder, exclusivamente para si. E, certamente, não pretende abdicar dessa pretensão, para entregá-lo a outro grupo político; principalmente, sabendo que o parceiro de hoje será o inimigo político de amanhã.

Como a propalada união das facções políticas que vão disputar as eleições pela oposição, não passa de uma guerra psicológica, visando intimidar as forças governistas que vão para a reeleição, o mais provável é que, com a aproximação do pleito, o município tenha diversos candidatos, disputando o cargo de prefeito.

Não importa que essa divisão de forças possa beneficiar o candidato mais forte. O que vai contar nessa hora, para cada facção política local, é a certeza de que, estar presente no pleito disputando o cargo público mais importante do município, é fundamental para que o grupo e seu líder político continuem vivos na memória do povo. Em outras palavras, ficar ausente nesse momento político singular, é optar pelo desaparecimento do cenário político local, como grupo ou facção política.

A política é dinâmica, viva e pulsa como o coração. Ou você participa dela como político ativo ou você está condenado ao esquecimento pelo povo. Se ocorrer a união de grupos ou de partidos políticos ou, então, a simples adesão de líderes, sobrevive apenas o grupo ou o líder que saiu da disputa como vencedor.

Em política, a história nos mostra, que não há espaço no poder para o político que adere, e nem sobrevida para o grupo político que se une ao grupo que sai do pleito, como vencedor. A facção vencida acaba sendo absolvida pela vencedora. É a lei da selva aplicada, onde só os fortes sobrevivem.

Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque, sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você.
E o que os outros pensam, é problema deles.

Deve-se Combater a ignorância lendo e estudando.

C. Medrado
medrado@falabarreiras.com

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