24/maio/2018- Atualizado em 24/05/2018 23:29:11

Finanças dos clubes esportivos pioram: confira o relatório de 2017

Relatório mostra que clubes brasileiros estão em débito

A saúde financeira dos clubes esportivos influencia não apenas nas questões administrativas, mas também podem interferir em outros aspectos relacionados à qualidade do esporte. Neste artigo, vamos citar porque o futebol brasileiro está no vermelho e como funciona o sistema de arrecadação dos times.

Consequências do endividamento
Equipes de futebol que tenha as suas receitas afetadas, ou aumento de suas dívidas, acabam por contar com um orçamento mais curto. E isso pode trazer desvantagens, afinal, o clube terá limitações de recursos para contratar novos atletas, investirá menos em instalações e equipamentos para treinamento, a situação pode se tornar tão grave a ponto de haver dificuldade em pagar a folha salarial.

O público também sofre com isso, afinal os jogadores em situações como essa, podem querer buscar melhores oportunidades e estabilidade em times de futebol da Europa e também de outros mercados bilionários como Estados Unidos e a emergente neste esporte, China. Como os melhores jogadores acabam saindo do país, é perceptível a queda de desempenho dos clubes no aspecto técnico.

Até mesmo grandes apostadores estão de olho na situação administrativa e financeira dos times. Uma equipe com salários atrasados poderá fazer corpo mole em campo ou ter menos motivações. Se você ainda não começou a apostar nos jogos e está procurando o site de apostas certo e se informando sobre o assunto, conferir a situação dos
bastidores do clube aumenta as suas chances de dar um palpite certeiro. Afinal, um time em crise dificilmente se dará bem nos gramados.

A real situação financeira dos maiores times
Em um levantamento da situação de 24 clubes do país, 20 que atuaram na 1ª divisão em 2017 e mais os quatro que retornaram ao Brasileirão para a temporada de 2018, constatou-se que os principais times de futebol do país apresentaram perda em sua capacidade financeira.

Em comparação com o período anterior, estes clubes tiveram uma queda de 1,1% em seu faturamento no ano de 2017. Este quadro é agravado também em virtude do endividamento dos clubes, que cresceu 4% no mesmo período. Os maiores clubes devem, no total, R$ 7,01 bilhões.

Como os clubes arrecadam no Brasil
Em 2016, a maioria das equipes assinou contrato de televisão com a emissora Globo para o período de 2019 a 2024, como prêmio pelo contrato, as equipes recebem uma gratificação conhecida como luvas. As receitas de luvas caíram de R$ 912 milhões em 2016 para R$ 158 milhões em 2017.

Outras fontes de receita tiveram aumento, porém de forma tímida. É o caso dos lucros de bilheterias em estádios que em 2017 representam apenas 16% do percentual das receitas das equipes. As receitas com associados e patrocínios também aumentaram em 2017.

A solução encontrada pelos dirigentes para compensar as quedas em receitas foi faturar com a negociação de atletas. 18% das receitas totais desses 24 clubes são oriundas da transferência de jogadores para outros clubes. Os cofres dos clubes receberam R$ 271 milhões a mais com a venda de jogadores no ano de 2017.

O que acaba por atenuar esse endividamento é o fato de 40% das pendências terem o governo como credor. São valores, em boa parte, devidos por impostos que deixaram de ser pagos pelos clubes, mas que desde o ano de 2015 começaram a ser quitados pelo Profut – um programa de refinanciamento das dívidas dos clubes de futebol. A tendência é que, pagando com regularidade as parcelas deste refinanciamento, essa dívida não cause maiores preocupações às equipes.

O grande risco, em relação a este aspecto, são as dívidas bancárias, sobre as quais incorrem juros altos e também as dívidas por determinação judicial. Sobre esta última, é uma prática comum das equipes não considerarem, em seu balanço, as dívidas ainda que determinadas em primeira instância. Somente após o trânsito em julgado estas passam a ser contabilizadas pelos clubes e, por isso em muitos casos, não é possível determinar com exatidão o grau de endividamento dos times de futebol.

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