29/janeiro/2018- Atualizado em 29/01/2018 15:07:44

Carnaval fica em segundo plano para quem vai fazer a prova da Polícia Civil

Marjorie Moura | ATarde

Especialistas orientam que candidatos foquem no estudo | Foto: Luciano da Matta | Ag. ATarde

Aguardado há mais de três anos, foi publicado no Diário Oficial do último dia 19 de janeiro, o edital de concurso da Polícia Civil do Estado da Bahia (Concurso PC BA 2018) para o preenchimento de mil vagas para os cargos de delegado (82), investigador (880) e escrivão (38), todos os cargos com jornada semanal de 30 horas. A Fundação Vunesp é responsável pela organização da seleção. Segundo o edital do concurso, 30% das vagas (300) serão reservadas a pessoas negras e 5% (50) a portadores de necessidades especiais.

Para ajudar os candidatos na preparação para o concurso, cursos de Salvador preparam suas estratégias. Um deles é o Impar, comandada por Ana Claudia Costa de Souza, que atua a cerca de 20 anos neste segmento. Ele explicou que o Impar oferece turmas para aulas presenciais e online. Existem turmas em andamento, mas no dia 05/02 começa uma novo grupo de estudantes, explica Ana Cláudia.

O conselho dela para quem quiser ser aprovado é se dedicar por inteiro, esquecendo este ano o Carnaval, além dos sábados e domingos, até o dia das provas. Ela destaca ainda que 70% das questões a serem aplicadas nas provas são das áreas de direito (penal, processual, constitucional, administrativo) e legislação extravagante. Assim a necessidade empenho no estudo de direito é fundamental neste concurso, finaliza a professora.

O administrador de empresas e bacharel em direito, Josango Simões Garrido, 42 anos, vai prestar concurso para o cargo de investigador e vem estudando desde outubro. Sonhando desde mais jovem em ser policial, chegou a passar em um concurso para a área há muito anos, mas optou por outra carreira. Hoje, diante da segurança oferecida pelo serviço público, decidiu investir no concurso. Mas vai tentar outras seleções para área policial federal que abrirem editais. Já estudou no Ímpar em 2012 para o concurso da Polícia Civil, mas não foi aprovado. Decidiu fazer de novo o curso que tem uma proposta interessante e estimula a ser organizado, diz. Experiente, lembra que a Vunesp é uma banca legalista e o estudo dos textos teóricos é fundamental.

Carreira policial
Diretor pedagógico do curso Acerte Concursos, o professor de direito constitucional Alan Vinícius explica que a instituição tem turmas presenciais uma pela manhã e outra à noite, para as vagas de investigador e escrivão de polícia. O especialista destaca que a carreira policial tem dois grandes atrativos.

O primeiro é o fato de muitas pessoas serem vocacionadas para a atividade e o segundo ser uma carreira do serviço público. Assim, o lançamento do edital causou grande euforia, diz, diante da quantidade de vagas oferecidas.

Alan Vinícius explicou que diante do volume de conhecimento a ser adquirido, o candidato precisa buscar ajuda de professores da área para fazer um estudo dirigido, para conhecer a banca examinadora, saber que tipo de questões são mais comuns nas provas.

Além disso, frisou o professor, “é fundamental manter a disciplina no estudo fora da sala de aula, com resolução de questões para que, faltando uma semana para a prova, o aluno possa participar da semana revisional com melhor aproveitamento”, concluiu.

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